Antes da crise hídrica em São Paulo, o condomínio quereciclava águanão era visto com bons olhos.Afinal, para que reciclar água, líquido que cobre algo em tornode 70% da superfíciedo nosso planeta? O que a maioria esquece de consideraré que apenas 3% desse volume é de água doce.

A redução das chuvas, aliada à falta de planejamento do governo, atingiu a todos, independente de classe social. O volume das represas da grande São Paulo chegou a níveis alarmantes, atingindo o chamado "volume morto" para o sistema da Cantareira, que abastece 6,5 milhões de pessoas. No interior a situação foi pior,chegando a ponto de secar a represa de Itu.

A prefeitura criou a lei 529, do desperdício de água, punindo os infratores que fossem pegos lavando a calçadacom água potável, tentando conter desta forma o uso indevido de água. A Sabesp por sua vez, fez o contrário, criou bônus para os consumidores que poupam água. O brasileiro sempre se mostrou colaborativo nos momentos de escassez e o consumo foi reduzido.

Os condomínios tinham que fazer a sua parte, mas como reduzir o consumo de água neste caso? Em primeiro lugar o próprio morador consciente começou a fazer a sua parte, reduzindo o tempo do banho, coletando aágua jogada pela máquina de lavar roupa para reciclagem, etc. O condomínio criou então a reutilização da água de chuva, da água que eventualmente transborda pela piscina ou até a água de lençol freático, que alguns prédios jogam para fora do prédio.

Essa água, denominada de Água de Reuso, passou a ser o grande destaque nas fachadas dos prédios, onde se lê "Este condomínio utiliza água de reuso". Com a soma dos esforços de moradores e do condomínio, a conta de água também recebe o bônus da Sabesp, trazendo redução ou manutenção da taxa de condomínio.

Hoje,devido a escassez de água, temos uma inversão de valores e o condomínio que não utiliza Água de Reuso, não é bem visto pelas pessoas.

Estamos chegando ao final de 2015 e para o ano que se inicia é esperado um aumento de até 20% para as chuvas na região Sudeste. Isso vai melhorar um pouco o nível dos reservatórios, mas o número de prédios, com água de reuso, continua a crescer.

Resta agora que o governo do estado de São Paulo faça também a sua parte, com novos e ousados investimentos na área.

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