Após vinte e cinco dias do maior desastre ambiental em território brasileiro, a Nasa divulgou na última segunda-feira (30), uma foto onde é possível comparar o antes e o depois do Rio Doce. Na foto tirada no dia 5 de novembro é possível ver o leito do rio ainda seco. Já na imagem registrada nesta segunda-feira, a lama é nitidamente vista, ao longo do rio e na foz, em Linhares.

Relembre o caso

No dia cinco de novembro, a barragem do “fundão”, administrada pela mineradora Samarco, se rompeu e a lama de rejeitos minerais, deslizou sobre as casas de cerca de 680 moradores do pequeno distrito de Bento Rodrigues, causando a morte de 16 pessoas e deixando os sobreviventes desalojados e completamente falidos, já que saíram de suas casas portando apenas a roupa do corpo.

As vítimas foram alojadas em hotéis e galpões da região e estão recebendo ajuda de voluntários, enquanto isso, a mineradora tem se esforçado para amenizar os prejuízos financeiros das famílias, garantindo alugueis de casas e alimentação. Já na área judicial, a Samarco está sendo acionada, tanto pelas famílias, quanto pelo governo e Ministério Público, que buscam punições severas a mineradora pelo desastre causado ao meio ambiente.

A extensão do desastre

A lama seguiu causando estragos, passando pelo Rio Doce e alcançou o mar em Linhares, (Norte do Espírito Santo).

Ao atingir o mar a mancha mais que dobrou de tamanho nos últimos três dias, dominando uma área total de 80 km2. Essas informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama). O Ibama também afirmou, que a extensão dos rejeitos, estão a 5,7 km no Litoral Norte, a 17,9 km para o Sul, a 1,6 km mar adentro e a 4,14 km para o Litoral Sul. A Samarco por sua vez questionou esses números, afirmando que a mancha estava bem menor, com 26,7 km2, e seguia para o Norte do estado. A mineradora obteve tais informações, através de uma empresa especializada em aerolevantamento e georreferenciamento, contratada para avaliar a extensão da lama.

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Polícia

Diante desses desencontros de informações, foi realizada uma reunião entre todos os órgãos públicos envolvidos. Segundo o Ibama, as divergências aconteceram, devido a diferença nos modos de avaliação. O que já mudou a partir desta terça, quando todos passaram a fazer o monitoramento em sobrevoos na área atingida pela lama, com medições por GPS.

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