Centros de Meteorologia espalhados ao redor do mundo emitiram um alerta geral e segundo as previsões em 2016, o fenômeno El Niño fará com que algumas áreas ao redor do mundo sejam castigadas com estiagens severas, em compensação outras áreas sofreram com inundações constantes.

De acordo com meteorologistas o El Niño é o responsável pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico alterando os padrões climáticos da Terra. Segundoo pesquisador Nick Klingaman, da Universidade de Reading, na Inglaterra. ''Este já foi o EL Niño mais intenso registrado nos últimos anos''.

Em alguns países tropicais tem se observado a redução no volume das chuvas. A Indonésia sofre com uma severa estiagem, na Índia as monções (chuvas de verão) ficaram abaixo dos 15% do volume normal. Na África mais de 30 milhões de pessoas estão em risco com a escassez de alimentos onde mais de um terço desta população vive na Etiópia.

Dados da ONU revelam que em 2015, mais de 60 milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar seus lares por causa de conflitos armados. Em países como o Malauí, as autoridades estimam que mais de 3 milhões de refugiados precisaram de assistência antes de março de 2016.

Jane Cocking membro da Oxfam ( organização de ajuda humanitária), afirma, que países como a Etiópia, Haiti e Papa Nova Guiné estão sofrendo com a escassez de chuva e afirma: ''Esses países precisam de urgentemente de ajuda humanitária tudo para que possamos assegurar que essas pessoas tenham água e comida o suficiente. O mundo não pode ficar olhando e esperando por uma resolução das agencias humanitárias para resolver os problemas surgindo no sul da África e na América Central, pois se isso acontecer não conseguiremos atender toda a demanda'' conclui Cocking.

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Curiosidades

Especialistas afirmam que o impacto do El Niño será sentido também nos preço dos alimentos. A previsão é que os preços subam entre 5 e 20% para os alimentos básicos, pois muita lavouras ao redor do mundo estão sendo prejudicadas por conta dos efeitos do El Niño. Enquanto algumas regiões sofrem com o excesso de chuvas, outras são castigadas por estiagens severas.

A previsão é que o fenômeno termine apenas na metade de 2016. Mas de acordo com os meteorologistas a mudança não garantirá boas notícias, pelo contrário o fenômeno tende a ser sucedido por efeitos reversos - ou seja os efeitos climáticos gerados pela La Niña poderão trazer efeitos contrários mas igualmente danosos.

Ou seja em países onde o El Niño trouxe seca em 2015-2016 poderão sofrer fortes inundações em 2017. Para Klingaman isso é tão devastador quanto os efeitos contrários.

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