A polícia federal desencadeou na última quinta-feira (14), a operação Voo Livre, com o intuito de desarticular uma organização criminosa que praticava tráfico de animais silvestres e aves. No total foram cumpridos 10 mandados de prisão preventiva, 15 de busca e apreensão e 10 mandados de condução coercitiva. Os mandados foram cumpridos no Tocantins, em Goiás e em São Paulo.

A polícia federal descobriu que a organização criminosa caçava as espécies na Bahia, no Tocantins e no Pará. Os animais eram depois vendidos em Goiás e em São Paulo. A PF suspeita que a maior parte destas aves e animais saía do parque nacional do Jalapão, que é considerado uma unidade de conservação federal.

O parque é conhecido como um refúgio natural de vida silvestre.

As tarefas dentro deste grupo criminoso eram divididas entre seus integrantes. As pessoas responsáveis por coletar os animais geralmente moravam próximas a Natureza. Já a parte de venda ficava por conta dos comerciantes que atuavam de maneira ilegal e viviam do dinheiro arrecadado. Dentro do esquema existiam os financiadores, que financiavam os comerciantes para a prática do Crime

Na operação, a PF apreendeu cerca de 500 aves que foram tiradas de seus habitat. Para se ter uma ideia, uma ave recém-saída de seu habitat custava em média R$ 65,00 reais e depois era vendida pelos comerciantes por cerca de R$ 2 mil reais. Muitas destas aves eram pássaros especialistas em cantos. Estas aves eram transportadas em pequenos espaços e de maneira sufocante para não levantar a atenção da polícia; muitas delas eram filhotes ainda. 

Tudo indica que este grupo criminoso praticava a falsificação do selo de identificação dos animais, conhecido como anilhas.

Os melhores vídeos do dia

Além de venderem os animais ilegalmente no Brasil, há uma suspeita de que eles vendiam também as espécies para o exterior. 

Os integrantes deste grupo criminoso vão ser indiciados pela prática dos crimes de receptação qualificada, associação criminosa de selo público federal, caça, maus tratos, comércio interestadual de animais silvestres e organização criminosa. No total devem pegar mais de 15 anos de prisão. Mas ainda é pouco pelo que fazem com a natureza.