A Floresta Amazônica, ou Amazônia, é considerada o pulmão da Terra. Com uma extensão de 7 milhões de quilômetros quadrados, espalhados por oito países, é a maior floresta tropical do planeta. Agora a Revista Science Advances publicou um estudo, realizado por pesquisadores brasileiros, sobre o impacto da caça e a vulnerabilidade das espécies nativas. O resultado da pesquisa é impressionante.

O biólogo André Antunes e sua equipe, examinaram anotações referentes a mais de cem anos de comércio e exportação de peles de animais transportados pela empresa JG Araújo, que era uma das principais, e também registros portuários e outros documentos, como declarações de cargas de diversos navios, em Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas.

Se consideradas somente as onze espécies mais vendidas, estima-se que o negócio tenha rendido meio bilhão de dólares (em valores atualizados) entre as décadas de 1930 e 1960. Cada pele de onça, por exemplo, era vendida por 500 dólares.

De acordo com a pesquisa, que contou também com relatos de habitantes locais, mais de 23 milhões de animais, tanto mamíferos quanto répteis, devem ter sido comercializados desde o começo do século XX até o fim da década de 1960.

Estes seriam apenas os números comprováveis, somente no Brasil e que não contabilizam, portanto, o contrabando. Embora a partir de 1967 a caça tenha se tornado ilegal, os pesquisadores concluíram que continuou sendo praticada ainda durante a década seguinte e, devido à imensidão da floresta e da óbvia dificuldade de controle, é muito provável que persista, ainda que em menor escala.

Algumas espécies aquáticas entraram em colapso, como a ariranha, o jacaré-açu e o peixe-boi.

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Além destas, as mais comercializáveis na Europa e nos Estados Unidos eram onça-pintada, veado-vermelho, diferentes tipos de jacarés, jibóia, sucuri e lontra.

O refúgio é a maior proteção que os animais podem encontrar contra a matança. Contra eles está o desmatamento, que lhes rouba o habitat.

Quando se pensa em Amazônia, a tendência é a preocupação com a vida humana na Terra, mas é bom lembrar que a biodiversidade é tão importante quanto.

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