Uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), organização pública responsável pelos levantamentos e gerenciamentos dos dados e estatísticas brasileiras, apontou a Deficiência visual como a maior e mais frequente entre os entrevistados. Os brasileiros com algum problema visual representam 15,3% da população, os que têm grande problema, 3,2%. Já os que não enxergam nada correspondem a 0,3%.

Pessoas que têm toda a visão comprometida precisam, na maioria dos casos, ajuda para se locomoverem. Muitos optam em ter a companhia de um cão-guia, que auxilia o deficiente na locomoção, dando-lhe liberdade para ir e vir onde quiser.

A permanência do cão-guia em locais públicos e privados é amparada por lei, porém, existem muitas pessoas que não entendem que o cão está ali para ajudar o deficiente visual e acabam se incomodando com a presença do animal.

Um caso de preconceito foi registrado em uma bela praia no litoral de Santa Catarina, no final de fevereiro. Olga Souza, uma deficiente visual de 57 anos, estava passando as férias em Balneário Camboriú e, em um dia lindo e de muito calor, resolveu ir até a praia com seu cão-guia, chamado Darwin. Como o calor era muito forte, ela levou seu animal para acompanhá-la até a água e, naquele momento, uma banhista sentiu-se ofendida moral e fisicamente e acionou a Polícia Militar.

Segundo o comandante do 12° Batalhão da PM, oficiais foram enviados ao local para evitar mais problemas, pois, o número de banhistas incomodados estava aumentando.

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Chegando no local, os polícias explicaram a todos que ali estavam que a permanência do cão-guia em locais públicos ou privados é amparada por lei. Mesmo assim, os banhistas continuaram a querer que ela saísse da praia com o animal.

Como a deficiência visual de Olga é de nascença e Darwin não era o seu primeiro cão-guia, ela teve calma com o desenrolar da situação que, apesar de constrangedora, só se resolveu depois que Olga pediu ajuda a técnicos do curso de treinadores e instrutores de cães-guias do Instituto Federal Catarinense (IFC), que entraram em contato com os policias.