Usa-se plástico no dia a dia com tamanha intensidade que o material hoje está entre os primeiros usados como embalagem em lista extensa de mercadorias de consumo. Se não é item de consumo como mercadoria em si, é recipiente e por isso, causa grandes problemas ambientais devido o seu descarte incorreto. A maior parte, em regra, do nosso lixo, é plástico.

O Greenpeace está preocupado com a produção de plástico mundial em grande escala. O plástico, na condição de recipiente, tem sido utilizado como sucessor das antigas latas e mesmo de garrafas que outrora eram retornáveis. A medida ocorre porque o plástico PET (Polímero de Tereftalato de Etileno) é altamente resistente e seguro, segundo a Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).

A questão é: aonde vai este plástico todo descartado como lixo? Salvo o que se consegue reciclar, parte do descarte vai para o aterro sanitário. Porém, outra parcela, vai para o mar, conforme alerta o Greenpeace. A constatação se dá conforme as ações da entidade ambiental na limpeza de praia onde a maioria do lixo coletado é plástico.

A outra questão é: quem é o responsável por isso? As empresas de refrigerantes, em regra, são as maiores produtoras de plástico do mundo. O Greenpeace estima que só a Coca-Cola responda por 100 bilhões de garrafas PET no mundo de uso único por ano.

A ação do Greenpeace

Greenpeace está preocupado com a falta de Conscientização de múltiplos setores sobre a produção estratosférica e descontrolada de plástico que há no mundo. Pensando em realizar uma ação mundial de sucesso, iniciou o trabalho pela Europa, onde, numa mobilização virtual conquistou a marca de mais de 90 mil e-mails para o CEO (Chief Executive Officer) da Coca-Cola na Europa.

Por sua vez a empresa, vislumbrando a mobilização, decidiu tomar uma postura mais consciente no processo produtivo, adequando sua estrutura produtiva para incluir 25% de plástico reciclado na confecção de garrafas PETs, além de contratar uma empresa especializada em relações públicas que se ocupe do assunto ambiental suscitado pelo Greenpeace.

Em se tratando de ações, o Greenpeace ainda entende que é insuficiente o esforço da Coca-Cola, apesar de dar um passo seria necessária mais ações de reaproveitamento. Alerta que empresas de refrigerantes possuem recursos suficientes para aprimorar o processo produtivo para níveis mais conscientes e sustentáveis.