A guarda turca libertou 7.500 rãs caçadas ilegalmente depois de descobrir um grupo de caça ilegal. Os oficiais detiveram cinco homens com acusações de tráfico de rãs, depois de descobrir os anfíbios em dezenas de redes dentro de um micro-ônibus na província de Anatólia, em Nevischir, disse a agência estatal de notícias Anadolu nessa quarta-feira (18).

Os suspeitos disseram que deveriam enviar os animais a Adana, no Sul da Turquia, de onde deveriam ser exportados para a França e a China, onde as rãs são consumidas. Os oficiais libertaram os animais no Rio Kizilirmak, um dos maiores da Turquia, que flui para o Mar Negro.

Hasan Huseyin Dogancay, chefe de uma agência de pecuária local, disse à Anadolu que foi a primeira vez que encontrou caça em grande escala.

"Nós acabamos de devolver as rãs de volta à natureza porque foram capturadas sem permissão e fora das áreas de caça permitidas", disse ele.

Os conservacionistas pediram restrições à caça à rã devido à diminuição da população animal. A França proibiu a caça comercial de rãs em 1980.

O número de rãs capturadas foi enorme em comparação com operações anteriores, disse F. Gözde Çilingir, da Universidade Nacional de Cingapura, que estuda a genômica de conservação de animais ameaçados de extinção. "O problema aqui é que essas pessoas não criam as rãs. Elas basicamente saíram e pegaram tantas quanto possível para vendê-las para as fazendas, o que não é aceitável porque esta forma de coleta não é controlada", disse.

"Há temporadas permitidas para a coleta de rãs, e algumas espécies de rãs não devem ser coletadas, porque estão em perigo de extinção, são vulneráveis ​​ou seus status são desconhecidos.

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Existem também muitas espécies de rãs endêmicas nessa região, cujo comércio é restrito", completou;

As rãs foram coletadas da bacia do Rio Kızılırmak, que se origina na Anatólia Oriental e flui para o Mar Negro. O delta Kızılırmak e as zonas úmidas estão entre as regiões mais com a maior diversidade da Turquia, com mais de 350 espécies de aves e 560 espécies de plantas. O país anunciou no ano passado designar a área como uma área da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) de excelente valor universal.

O apetite francês por rãs tem sido culpado por diminuição de populações animais e danos ambientais em lugares como a Indonésia, que é um dos maiores exportadores de pernas de rãs para a Europa.

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