Neste dia mundial dos Animais uma boa notícia para os amantes da natureza: a Tartaruga Estrela Birmanesa continua firme. Desde 2000, até aqui, ambientalistas têm concentrado todos os esforços de modo a manter a espécie viva.

Por volta dos anos 2000, os nativos da região central de Myanmar fizeram uma contagem desta espécie de tartaruga, e, concluíram que a mesma se encontrava em Extinção.

De acordo com um artigo publicado, recentemente, na revista Herpetological Review, todos os esforços por parte dos ambientalistas para conservar a espécie de tartaruga que estava em extinção, deu certo.

Um Herpetologista, Steven Platt, da Wildlife Conservation Society e seus auxiliares, explicaram como a criação de colônias de seguros, criadas em cativeiro, aumentou as chances de vida da tartaruga.

" Começando com menos de 200 tartarugas em 2004, hoje, as colônias de seguros contam com cerca de 14.000 tartarugas cativas, sendo que cerca de 1.000 espécies já foram reintroduzidas na natureza ", relatou o Dr. Platt.

O que todos esperavam é, que esta espécie de tartaruga, fosse desaparecer no começo do século 21. No ano de 2003, pesquisadores levaram 1.000 horas-homem e 300 horas-cachorro para encontrar uma única espécie de Tartaruga Estrela Birmanesa.

Santuário Myanmar

Estimando seguir o mesmo sucesso que outros programas de criação de cativeiros, a Wildlife Conservation Society, o governo de Myanmar e uma rede de conservação global chamada Turtle Survival Alliance criaram locais de criação em cativeiro, em três santuários de vida selvagem em Myanmar.

O programa começou com cerca de 175 tartarugas, uma quantia considerada suficiente para evitar a endogamia.

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A maioria dos animais havia sido confiscada por comerciantes ilegais.

Durante os primeiros anos da empreitada do projeto, alguns ladrões invadiram os recintos improvisados para furtar as tartarugas. Em resposta, o grupo de ambientalistas construiu paredes de concreto, de 10 pés, cobertas com fio de concertina, e reforçou a guarda 24 horas por dia.

Desde 2013 o grupo vêm reintroduzindo tartarugas em terras protegidas em torno de duas das colônias de segurança que existem. De acordo com eles é sempre preocupante novos lançamentos de abrigos para as tartarugas birmanesas, pelo fato de existir um mercado que lucra com esta espécie.

Para Peter Paul Van Dijk, conservacionista de tartarugas, lidar com este problema é complicado e exige algumas coisas em questão, como a educação de compradores potenciais e a aplicação da legislação que proíba o comércio das tartarugas.

Segundo o doutor Platt, até em 2016, as colônias de seguros produziam mais de 2.000 crias por ano. “Passamos do modo de crise para algo um pouco mais relaxado”, disse ele.

Atualmente, com o nascimento de milhares de tartarugas, os conservacionistas estão estudando uma maneira de determinar a melhor forma de recuperar e proteger os animais para a natureza.