Segundo informações divulgadas pelos sites Independent, Reuters e Mail Online, o instituto de segurança nuclear francês conhecido como IRSN (sigla para Institut de Radioprotection et de Sûreté Nucléaire, ou Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear em português) detectou uma nuvem radioativa composta pelo elemento químico "rutênio 106" se espalhando por vários países europeus durante as últimas semanas. Análises levaram à conclusão de que é possível que a substância tenha sido liberada por alguma instalação atômica situada na Rússia [VIDEO] ou no Cazaquistão no decorrer da semana que culminou com o fim do mês de setembro.

Por sorte, de acordo com o IRSN, o material não representa risco para a saúde da população ou para o meio ambiente dos países nos quais foi encontrado – que são Alemanha, França, Suíça, Áustria e Itália – e sua concentração tem diminuído gradativamente, mas o fato é que o rutênio 106 (do latim Ruthenia, que significa literalmente 'Rússia') é um elemento que não pode ser encontrado na natureza, o que quer dizer que ele foi criado sinteticamente através de reações nucleares.

O instituto francês revelou ainda que, estudando padrões climáticos (os quais envolvem, por exemplo, altitude, movimentação de massas de ar, direção do vento e precipitação, entre outros fatores) chegou-se à conclusão de que a zona mais plausível da qual a nuvem partiu encontra-se ao sul dos Montes Urais, uma cordilheira que define a fronteira física entre a Europa e a Ásia.

A provável origem do elemento químico

O diretor do IRSN, Jean-Marc Peres, afirmou à agência de notícias Reuters, que entrou em contato com autoridades russas, mas estas alegaram que não estão cientes de qualquer tipo de acidente radioativo em seu território, e o instituto não conseguiu se comunicar com representantes do Cazaquistão até o momento. Além disso, o especialista descartou a ocorrência de desastres com reatores nucleares, e disse que é mais provável que o rutênio 106 tenha sido expelido por algum centro de tratamento de combustível atômico, ou ainda por alguma instalação que lida com medicina nuclear.

Os melhores vídeos do dia

Peres revelou também que o elemento químico foi detectado por vários institutos de segurança nuclear espalhados pela #Europa (não só pelo IRSN), e se o incidente tivesse ocorrido na França – próximo a áreas habitadas, por exemplo – teria sido necessário evacuar a população em um raio de quilômetros ao redor do local de onde a substância se originou. #Acidente nuclear