Ainda bem que aquele conceito tradicional de Meio Ambiente como espaço verde no meio do nada já foi superado. Atualmente entende-se por meio ambiente o espaço onde habitamos e que é vital para os organismos vivos. Pensar o meio ambiente como parte integrante do ser humano é fundamental para entender à vida em suas múltiplas relações. A vida é, em síntese, um complexo de elementos químicos, históricos e religiosos.

Foi basicamente a partir da Revolução Industrial que o ser humano transformou a sua relação com à Natureza.

Até esse fato, o homem tinha uma relação de proximidade com o meio ambiente. Uma relação de respeito, uma relação sagrada. Ele tirava da natureza somente o necessário para viver. E ele vivia muito bem. Tinha saúde, qualidade de vida e longevidade. Acontece que com a primeira Revolução Industrial mudou o modo de produção nas indústrias da época e consequentemente a forma do homem encarar a vida.

Atualmente a ciência e a tecnologia exerceram grande influência na mudança dos hábitos da sociedade e na produção de bens de consumo.

Estas transformações elevaram o consumismo da população mundial e quem sofreu com isso foi o meio ambiente. O homem passou a utilizar, por exemplo, a água como ferramenta para facilitar várias tarefas do cotidiano. Aumentou o seu consumo e o desperdício veio junto. A consequência de tudo isso foi à crise hídrica que se encontra no Planeta atualmente. A falta de água leva comunidades, povos, cidades a viverem em locais que antes eram impossíveis.

Com isso, muitas culturas, tradições, costumes, línguas, e práticas religiosas desparecem.

Outrossim, à Revolução Industrial não foi só pontos negativos. A energia elétrica permite o funcionamento de equipamentos de refrigeração de alimentos e remédios e de transmissão de informações, como rádio, TV, computador, entre outros. Atualmente o homem não vive sem energia elétrica. Percebemos a falta que ela nos faz quando estamos numa fila de supermercado, no banco, no trânsito ou em lojas; a sua falta causa um grande transtorno na vida do cidadão.

No entanto, tudo isso tem um alto preço. A destruição do meio ambiente em detrimento do conforto do homem contemporâneo.

O homem contemporâneo se acostumou com o conforto que a exploração da natureza, a produção de energia, enfim, a destruição do meio ambiente nos oferece. E o pior de tudo isso é que ele recusa qualquer esforço pessoal para adotar o meio ambiente como ferramenta de satisfação espiritual. O homem moderno prefere usar fertilizantes na produção agrícola e correr o risco de contaminação do solo e das águas, tudo em nome do progresso e do aumento do lucro desenfreado. No entanto, ele é incapaz de mudar seus hábitos alimentares ou suas práticas agrícolas, tudo em nome da pseudo felicidade e liberdade humana.

Todos os dias milhões de toneladas de esgotos e de restos industrias e agrícolas são despejadas nas águas superficiais no mundo, e devido esse fato milhares de crianças menores de 5 anos morrem anualmente por causa de alguma doença relacionada a água. É chegada a hora de mudarmos a forma como nos relacionamos com a natureza. Não dá mais para continuar fazendo o que estamos fazendo, se não vamos todos desaparecer como os dinossauros em um curto espaço de tempo.

O Planeta já vem dando sinal dessas destruição. Não adianta investir milhões para explorar outros planetas se não aprendemos aqui na terra à importância da preservação, do cuido, do zelo pela nossa casa comum.

Se não aprendermos a viver conscientes e tirando da natureza somente o necessário para viver como faziam os homens antigos, quando chegarmos em outro planeta vamos fazer a mesma coisa que estamos fazendo com o planeta Terra agora. Alguém dúvida dessa postura egocêntrica do ser humano? Pelo amor ou pela dor vamos ter que mudar a nossa relação com o meio ambiente. Eu prefiro que seja pelo amor e você?

Não perca a nossa página no Facebook!