O feriado do Dia do Trabalhador, comemorado nesta terça-feira, dia 1º, reservou uma tragédia para os habitantes de São Paulo. Localizado no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista, um prédio de 24 andares sofreu um incêndio e desabou [VIDEO] na madrugada desta terça. O local era uma ocupação onde residiam 372 pessoas, sendo 146 famílias [VIDEO], segundo informações do Corpo de Bombeiros veiculadas pelo portal G1.

De acordo com moradores, o fogo no prédio começou por volta da 1h30 da manhã no 5º andar do edifício, e se alastrou rapidamente. Por volta das 2h50 o prédio desabou e, até o momento, 44 moradores ainda não foram localizados.

Segundo a prefeitura de São Paulo, 320 moradores da ocupação se cadastraram como desabrigadas após a queda do prédio. O Corpo de Bombeiros ainda trabalha no local em busca de corpos e de possíveis sobreviventes.

Em entrevista, um bombeiro revelou que um homem estava sendo resgatado com vida no momento em que o prédio desabou. Durante a operação de resgate, os bombeiros estão utilizando drones com câmeras especiais que captam a presença humana nos escombros e cães farejadores treinados para auxiliar no resgate de possíveis vítimas do desabamento.

Além do trabalho de busca por vítimas, os oficiais também trabalham para evitar novos focos de incêndio nos escombros e para liberar as vias da região. Segundo os bombeiros, o trabalho nos escombros se intensificará após 48 horas do acidente, tempo previsto para que a refrigeração da estrutura que desabou seja concluída.

Segundo o prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), a estimativa é de que o trabalho nos escombros dure uma semana.

Enquanto os bombeiros trabalham no local do acidente, voluntários e funcionários de órgãos de assistência social estão recolhendo mantimentos para ajudar os desabrigados. Foram montados pontos de coleta em diversos pontos da cidade. Localizado na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Antônio de Godói, o edifício que pegou fogo e desabou funcionou antigamente como sede da Polícia Federal de São Paulo. Segundo o prefeito Covas, o prédio pertence à União. De acordo com os bombeiros, materiais que estavam no prédio - como madeira, papelão e similares - podem ter contribuído para a rápida expansão das chamas.

Temer visita local do acidente e é hostilizado pela população

Presidente da República, Michel Temer (MDB) esteve no local do acidente durante a manhã, mas saiu escoltado por seguranças ao ser hostilizado por pessoas que acompanham os trabalhos de resgate. Em declaração à imprensa, o presidente afirmou que o governo federal irá providenciar assistência às vítimas do acidente em São Paulo.

O presidente já estava em São Paulo, e declarou que “ficaria muito mal” se não comparecesse para “dar apoio aqueles que perderam suas casas”.

Além do prefeito Covas e do presidente Temer, o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), também visitou a região. França classificou a tragédia como “prevista” em virtude das condições do imóvel. Ele afirmou que o prédio era “inabitável”, e que havia uma disputa judicial para que os moradores da ocupação deixassem o local. Já o prefeito Bruno Covas disse que administração fez “o limite do que poderia fazer”, que, segundo ele, foi cadastrar as famílias que moravam no prédio.

Acidente causa mudanças no trânsito da região

Responsável pela organização do trânsito da cidade de São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) alterou o itinerário de 24 linhas de ônibus que passam pela região pelos próximos 15 dias.

Antes interditadas, as avenidas São João e Ipiranga já tiveram seu trânsito liberado na região. Mais informações sobre as mudanças no tráfego e nas linhas que passam pela região onde ocorreu o acidente podem ser encontradas no site oficial da CET.