Nesta última terça-feira (16), no lançamento da Comissão Climática Internacional, na Holanda, o ex-secretário da ONU Ban Kim-moon disse que o mundo chegou a um “ponto sem retorno”, em relação a mudanças climáticas. Ele acrescentou ainda que o mundo precisa seguir o caminho que permita garantir um futuro mais resiliente ao clima. Deixar as coisas permanecerem como estão coloca em risco o crescimento econômico global e a estabilidade social, uma vez que não será possível garantir alimentos, energia e água para as décadas futuras.

Na semana passada, especialistas do Grupo de Especialistas Intergovernamentais sobre a Evolução do Clima (GEIEC) publicaram um relatório pedindo mudanças rápidas para limitar o aquecimento global a 1,5ºC.

A recém-criada Comissão Climática Internacional com sede em Roterdã, Holanda, será liderada pelo empresário e filantropo, Bill Gates, pelo ex-secretário geral da ONU, Ban Kim-moon, e pela CEO do Banco Mundial, Kristina Georgieva.

O objetivo da comissão será de examinar as medidas que países, principalmente os mais pobres, podem realizar para enfrentar os efeitos causados pelas mudanças no clima, tais como secas de longo prazo e aumento do nível do mar.

A comissão deverá funcionar como uma espécie de corretora de soluções, tentando aproximar governos e órgãos intergovernamentais dos setores públicos e privados, dessa forma será possível acelerar a reforma climática e ela poderá ser sentida em escala global.

Em 2020, será realizada uma cúpula para fazer um balanço para avaliar os trabalhos organizados pela comissão. Estão associados à comissão países como Alemanha, China e Índia e outras 14 nações.

Mudanças climáticas

No início desse mês, o Grupo de Especialistas Intergovernamentais sobre a Evolução do Clima publicou relatório que alerta para os riscos da mudança do clima.

Vai ficar por fora de assuntos como este?
Clique no botão abaixo para se manter atualizado sobre as notícias que você não pode perder, assim que elas acontecem.
Natureza Ciência

O documento com 400 páginas revela os riscos futuros, tais como ondas de calor, desaparecimento de espécies, desestabilização das calotas polares e consequente aumento no nível dos oceanos a longo prazo. Segundo o documento, caso as emissões de gases de efeito estufa não diminuam, a temperatura poderá aumentar em 1,5ºC. Parece pouco, mas ultrapassar essa temperatura implicaria na perda de alguns ecossistemas.

Para barrar esse cenário catastrófico, seria preciso diminuir a emissão de carbono para a atmosfera, um dos principais gases de efeito estufa.

Mas para isso é necessária uma ação conjunta dos países.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo