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Em meio à realização da cúpula climática da ONU em Katowice, na Polônia, cientistas publicaram um artigo revelador sobre o impacto humano na temperatura média da Terra. Segundo o estudo divulgado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), nos últimos duzentos anos, a ação do homem conseguiu reverter a tendência de resfriamento do planeta, iniciada há 50 milhões de anos.

O estudo efetuado por cientistas da Universidade Wisconsin-Madison se choca com a inclinação de alguns países em abandonarem o Acordo de Paris, o qual visa à redução do aquecimento da atmosfera.

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Entre eles, estão Kuwait, Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos.

Na prática, esse voto contrário dos países citados acima, induz ao descumprimento da cláusula (prevista no Acordo de Paris) que prevê que todos os signatários não ultrapassem a meta de 1,5°C na temperatura global, objetivo visto como essencial para reduzir a influência do efeito estufa e diminuir o calor.

Consequências

Deixando de fora as emissões de gases, os estudiosos da universidade relataram que o clima da Terra em 2030 regredirá a 3 milhões de anos, lembrando as primeiras eras geológicas.

Na projeção feita para 2150, o cenário é ainda mais urgente: sem a ação para diminuir a emissão dos gases, o planeta se tornará tão quente, que não existirá mais gelo nas calotas polares. Esse mesmo cenário corresponderia ao estágio de 50 milhões de anos atrás.

Obviamente, que uma vez isto que se concretize, é muito provável que tantos seres humanos quanto animais e plantas na forma como conhecemos hoje, não terão condições de sobrevivência. Ou seja, a Terra se converteria num ambiente hostil à vida em geral num curto espaço de tempo.

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A evolução acelerada do problema do aquecimento global é outro item que preocupa os cientistas americanos. Para eles, nunca se viu, dentro da história da humanidade, tamanho ritmo frenético das alterações.

Estabelecendo comparações

Utilizando-se desses prognósticos de tempo, os cientistas se valeram de como era a Terra há cinquenta milhões de anos. Nesta época, o planeta estava 13°C mais quente do que os tempos atuais.

Para o período de três milhões de anos atrás, mostra-se um quadro pouco mais ameno, em que a Terra estava numa faixa de 1,8°C e 3,6°C mais quente que agora.

O clima era predominantemente árido. E os dinossauros já não habitavam por aqui.

Com a colaboração de outros pesquisadores (americanos e ingleses), os estudiosos compararam as eras geológicas distantes com vários períodos mais recentes: desde 129 mil anos até o século 20, passando pela era pré-industrial.

Eles preveem que as áreas do Ártico e da Antártida se transformarão em zonas temperadas e que poderão surgir mudanças geológicas em áreas como o Sudeste Asiático, o Nordeste da Austrália e o litoral das Américas.

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Nem tudo é desolador ou será que é?

Um relatório emitido pelo CAT (Monitor de Ação do Carbono), composto por três grupos europeus independentes de pesquisa mostra que houve alguma melhora no controle de gases a partir de 2015. No entanto, alerta que se nada for feito já, a temperatura subirá 3,3°C. Portanto, mais abafador.

O documento reforça o que os estudiosos da Universidade de Wisconsin-Madison tratam em sua publicação: com a subida dos termômetros, é bem provável que ocorra a extinção dos recifes de coral nas áreas tropicais, do fim das geleiras nas montanhas alpinas e o derretimento da Groenlândia. Isso ocasionaria a elevação do nível dos mares e oceanos.

Segundo fontes, países como Canadá, Índia e Argentina estão fazendo o “dever de casa” corretamente, colaborando para a redução da emissão de gases de efeito estufa. Mas, outros, como Rússia, Indonésia, Austrália e Brasil estagnaram ou retroagiram.