No dia 12 de janeiro aconteceu no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins) um protesto feito por taxistas que trabalham na área contra perueiros e piolhos clandestinos. Eles bloquearam a LMG-800. No local há cerca de 500 veículos autorizados para pegar passageiros e 60 motoristas participaram do protesto. O motivo dessa paralisação foi uma briga que ocorreu entre os taxistas credenciados e os clandestinos. Houve confronto e disparo de quatro tiros com arma de fogo contra os taxistas. Lamentável esse fato, mas os conflitos já ocorrem há bastante tempo - sorte é que não houve vítima fatal.

O outro lado da moeda

Os taxistas que trabalham em Confins enfrentam a concorrência com os clandestinos e, para conseguirem o credenciamento, passam por etapas que vai da avaliação pessoal à vistoria do carro, além de esperarem muito tempo para conseguir a aptidão necessária. Após o emplacamento, eles pagam impostos, participam do sindicato e estão subordinados à cooperativa e não conseguem trabalhar em paz, pois virou uma guerra.

Questões a serem analisadas

Os taxistas pegam passageiros em Belo Horizonte e fazem a corrida até o terminal, mas na volta não podem pegar nenhum cliente. E assim, acabam voltando com assentos vazios até a capital. Com isto os clandestinos aproveitam e tentam pegar esses passageiros, gerando confusão.

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É preciso pensar

Questionamentos de pessoas sobre o fato: Carlos diz que há a Lei Federal de Concessões Públicas onde o serviço de transporte de passageiros se enquadra. O serviço do piolho é irregular, informal, mas como favorece alguns, fecha-se os olhos. O passageiro tem a liberdade de escolher entre ver o taxímetro rodando ou não. Mas é preciso lembrar que os taxistas são mais bem preparados, credenciados e o veículo é inspecionado e revisado estando em perfeitas condições de uso, e assim não coloca a vida do passageiro em risco.
De acordo com Paulo qualquer um pode comprar um Corola usado e ir trabalhar como motorista, pois não é proibido. Os taxistas enfrentam a gritaria dos perueiros, eles falam alto e disputam o cliente a unhas e dentes e tentam puxar o passageiro. E o fator que vence muitas vezes é o bolso, pois eles oferecem um serviço mais barato, ao passo que os taxistas utilizam o taxímetro e a corrida fica cara. Assim muitas vezes os passageiros optam pelo cômodo e econômico. E esses fatores acabam causando as brigas e confrontos entre eles.

E para que a polícia atue e dê um flagrante é preciso abordar o carro com muitos passageiros e em movimento e os mesmos precisam confirmar que estão pagando, o que nem sempre ocorre pois eles dizem que são conhecidos do motorista, parentes ou que estão pegando carona. Dessa forma, não é possível autuar o veículo e assim a clandestinidade continua.

Que as autoridades encontrem fórmulas ou maneiras para solucionar o problema, afinal todos precisam trabalhar. Muitos são pais de família, possuem mulher e filhos para criar e precisam ganhar o pão.
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