Mas o que tem a festejar? A barbárie anda solta pelo país afora, tornando os índios incautos e reféns da própria sorte. Os dados que relatam os diferentes tipos de conflitos na luta pela demarcação de terras pertencentes aos nativos e os inúmeros de mortes país afora, dá o tom da perversidade com que o os primeiros povos do Brasil são tratados pelos atuais habitantes.

Uma nota publicada sobre as violências que acometem os indígenas em jornais nacionais demonstra o descaso com que eles são tratados.

Quem se lembra do episódio hediondo ocorrido em Brasília, ainda deve estar sentindo na alma, a covardia que continua sendo uma brincadeira para uns, como foi dito á época, pelos 5 acusados de ter ateado fogo no índio Galdino de Jesus dos Santos, da etnia Pataxó hã-hã-hãe, naquele fatídico dia 20 de abril de 1997.

Diante desse silêncio, fica aqui a pergunta: Quem sabe a criança indígena de apenas 2 anos de idade que foi degolada por um desconhecido na rodoviária de Santa Catarina, também não foi só uma vítima de mais uma "brincadeira".

Quem vem acompanhando o caso, além da revolta, que mais se pode esperar da ´Justiça´ brasileira para reparar as perdas daquela família.

E a barbárie não para aí. Outro caso sem solução até o momento trata-se da morte do índio que foi agredido em Belo Horizonte/MG, a chutes e pontapés na cabeça sem que uma viva alma pudesse ter percebido gritos e pedidos de socorro e impedido aquela bestialidade, que levou-o a falecer no último dia 15 de janeiro, no Hospital João XXIII.

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Polícia

O mais grave de tudo isso, é que até o presente momento a Polícia ainda não conseguiu chegar ao assassino.

Nas imagens de câmeras de segurança é possível ver a vítima deitada na rua, quando surge o suspeito e agride covardemente a vitima com chutes e pisões na cabeça, sem dó nem piedade. O agressor chega a sair de perto para não levantar suspeitas enquanto veículos passavam pelo local e depois vai embora sem levar nada.

O suspeito ainda não foi identificado e continua foragido. A polícia acredita se tratar de crime por intolerância, pois as imagens mostram o agressor como cidadão comum, bem vestido e supostamente de classe média.

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