Os moradores que moram abaixo da BR-356, em Belo Horizonte, saindo da Avenida Nossa Senhora do Carmo, em direção à Nova Lima e saída para o Rio de Janeiro, precisam sair do local imediatamente, segundo o Departamento de Edificação e Estradas e Rodagens (DEER). A Defesa Civil também está no local e pede para que os moradores saiam de lá imediatamente.

O local é a principal saída de Belo Horizonte para Nova Lima, Raposos e Rio Acima, além de dar fluxo aos carros que sobem a BR-040 para o Jardim Canadá, Alphaville e também para o Rio de Janeiro. Além disso, a saída para Espírito Santo, de quem vem da capital mineira, também pode ser por aquele local.

Um muro está condenado e poderá cair sobre casas no local a qualquer momento. “Vocês estão correndo risco de morte. Deixem seus imóveis e se abriguem em local seguro. A Urbel [Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte] já se colocou à disposição para acolhê-los. Não permaneçam em seus imóveis”, informou a Defesa Civil aos moradores.

Uma liminar, expedida na última sexta-feira, dia 16, determinou que os moradores saiam do local em 48 horas. Se caso a saída não for voluntária, eles poderão ser retirados do local compulsoriamente. O pedido foi feito pela Prefeitura de Belo Horizonte, prevendo que os moradores no local não sairiam voluntariamente. Ao lado está a Favela do Papagaio, que, no entanto, não corre riscos de sofrer danos com a situação da rodovia.

“A Defesa Civil recebeu no sábado (17) um relatório do DEER informando que a cortina atirantada está se movimentando.

No domingo (18), equipes estiveram no local, com viaturas e sistema de alto-falante, orientando mais uma vez os moradores a deixarem suas casas”, informou a Defesa Civil em nota.

Pelo menos 15 famílias ainda estão no local e se recusam a sair. Duas pistas estão interditadas no sentido Nova Lima. A Defesa Civil esteve novamente no local na manhã desta segunda-feira (19) a fim de tentar fazer com que as pessoas saiam da área. O muro sofreu bastante com o período chuvoso na região.

Segundo dados da Defesa Civil, Minas Gerais já enfrenta o período mais chuvoso dos últimos 57 anos. Com essa situação, os primeiros danos a aparecer foram na pista da rodovia, algo que foi visualizado pelas autoridades antes que uma tragédia acontecesse.

Segundo informações ainda não confirmadas, intervenções serão feitas no local e uma equipe de sondagem já teria iniciado os serviços no local, a fim de jogar o muro no chão e com isso construir um novo.