Atualmente, o trem bala japonês faz os 283 quilômetros entre o sul de Tóquio e a cidade de Nagóia em 88 minutos. Daqui a 12 anos este mesmo percurso será feito em 40 minutos. No último teste, já com passageiros, o trem chamado de Maglev atingiu 603 km/h, porém a velocidade pretendida para uso é de 500 km/h. Flutuando a 10 cm dos trilhos, motores lineares criam um campo magnético que o impulsionam e fazem com que o único atrito seja com o ar.

Considerando que assim como o Japão, os países da Europa investem constantemente em modernização de trens e ferrovias, tanto para transporte de passageiros, quanto para escoamento da produção e cargas em geral, há que se perguntar: e no Brasil?

Bem, o Brasil, apesar de toda a sua extensão territorial, chegou a ter apenas pouco mais de 30 mil quilômetros de ferrovias, construídas principalmente por empresas privadas estrangeiras, através de concessões e privilégios obtidos do governo.

Na década de 50 foram estatizadas e criou-se a Rede Ferroviária Federal S/A, novamente privatizada nos anos 90.

Há 20 anos o Brasil está construindo parte do que deveria ser a ferrovia norte-sul, espinha dorsal da rede, que ligaria Bacarena (PA) a Rio Grande (RS), cortando o país para baratear o escoamento da produção e interligar as regiões brasileiras. A ideia era construir por trechos. Entre projetos, mudanças no traçado, licitações e outros percalços, os 700 quilômetros que ligam a cidade de Anápolis (Goiás) a Palmas (Tocantins), ainda não estão concluídos.

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A obra, que já custou 5,1 bilhões de reais, além de defasada, está se deteriorando. Entre erros no projeto e má qualidade na execução, terá de ser reformada ainda antes de sua inauguração.

Enquanto isso, o país que investiu em rodovias, continua transportando pessoas em ônibus e sua produção em caminhões. Além do alto custo do combustível, chama a atenção a péssima conservação das estradas. Um transporte que além de caro, se torna a cada dia mais perigoso.

Haja vista a quantidade de acidentes com mortes, que contabilizam anualmente números maiores do que o de muitas guerras.

Entre tantas outras razões, esta é uma das que faz com que o Brasil se mantenha no chamado Terceiro Mundo. Enquanto no Japão um projeto que será inaugurado em 2027 já está em fase final de testes, aqui continua-se a enfrentar os buracos no asfalto.

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