Após declaração do presidente da Fenavega (Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária), Raimundo Holanda Filho, afirmando que o prejuízo com o fechamento da hidrovia Tietê-Paraná havia chegado a R$ 700 milhões, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, trouxe uma notícia animadora para os empresários da região. Em declaração dada nessa quarta-feira (27), o diretor-geral confirmou a possível reabertura da hidrovia, fechada em maio do ano passado por conta da grave crise hídrica na região Sudeste. 

A Tietê-Paraná é um caminho bastante eficiente para o transporte de celulose, grãos e combustíveis. Segundo os últimos dados, são transportados pela hidrovia cerca de 2,5 milhões de toneladas de milho, soja e derivados dos Estados de Mato Grosso do Sul e Goiás para abastecer indústrias e portos. 

Segundo Povia, a reabertura da Hidrovia Tietê-Paraná só se tornou possível por conta de obras realizadas nos últimos meses pelo Governo estadual de São Paulo.

Entre as medidas do governo paulista, estão a implantação de ensecadeiras, responsáveis por trazer um fôlego maior à hidrovia com a elevação do seu nível de água.

Sem as obras realizadas pelo governo estadual, não haveria condição para a reabertura da hidrovia, uma vez que as chuvas do início do ano não vieram em volume suficiente para promover um aumento da quantidade de água. Sem um volume adequado, não é possível liberar o trânsito das barcaças que navegam na região.

Em setembro de 2014, o governo de São Paulo havia prometido reabrir a Tietê-Paraná em janeiro de 2015, o que não ocorreu.

Para o novo prazo, a movimentação está avançada, com a liberação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela regulação da água utilizada na geração de energia elétrica, e a avaliação da Agência Nacional de Águas (ANA).

Anteriormente, o presidente da Fenavega já havia comentando a respeito da situação afirmando que a reabertura da Tietê-Paraná seria nada mais do que o cumprimento da lei do uso múltiplo das águas. Para o empresário, estaria faltando vontade política e equilíbrio para que a situação fosse resolvida.

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