A dívida pública no Brasil aumentou e agora soma o valor total de R$ 2,45 trilhões. O aumento representa a marca de 0,42%, registrada no último mês de abril. As informações foram divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 25 de maio. O valor total anunciado é a soma das dívidas, internas e externas, acumuladas pelo país com a venda de títulos públicos, utilizados, sobretudo, para financiar os déficits no orçamento do Governo.

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O último balanço anunciado em março deste ano, já apresentava a quantia de R$ 2,44 trilhões em endividamento público federal.

Para o economista Moises Bagagi, diretor administrativo e financeiro da M2BS e sócio-diretor da Opportunity Consulting, o aumento da dívida pública ocorre porque o governo não tem capacidade de financiar suas despesas apenas com suas receitas (tributos). "Com isso, o governo emite títulos atrelados à taxa básica de juros (SELIC).

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Com queda na arrecadação (devido à retração econômica), aumento de gastos e alta na taxa de juros, a dívida sobe. Ou seja, o governo arrecada menos, gasta mais e ainda precisa pagar empréstimos mais caros. O saldo disso é o aumento da dívida", explica Bagagi.

Ainda de acordo com as informações divulgadas pelo Tesouro Nacional na última segunda-feira, 25, mesmo tendo ocorrido o resgate líquido de R$ 10,4 bilhões, o acervo da dívida cresceu pelo pagamento de R$ 20,7 bilhões de juros.

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Segundo Moises Bagagi, um fator que pesa muito nessa conta é o fato da taxa de juros da dívida ter subido. "Outro fator importante é que todos os meses que iniciam trimestres têm, tradicionalmente, muitos resgates de título. Como o governo precisa do financiamento provado, ao ter seus papéis resgatados, precisa emitir mais papéis, a um custo maior, e consequentemente aumentando sua dívida. Além das questões cambiais, já que o dólar está alto e o Brasil tem muitos papéis em moeda estrangeira", conclui o economista.

Um dado curioso é que R$ 2,31 trilhões da dívida pública brasileira são negociados em real, enquanto que R$ 117,7 bilhões são negociados em moedas estrangeiras, sobretudo, em dólar americano, isso no mercado internacional. "Isso acontece porque o governo emite papéis em moeda estrangeira, negociados principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido. São moedas fortes, com garantias dos operadores (bolsas) e, por isso, atraem os investidores estrangeiros.

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O risco é a variação cambial, ou seja, sempre que o dólar ou a libra esterlina sobe, a dívida aumenta", esclarece o economista Moises Bagagi.

"O governo passa por uma forte crise Política e de confiança. As questões sobre corrupção e manobras macroeconômicas desastrosas têm afetado o mercado de forma assustadora. É importante repensar em outras alternativas para a economia, já que, sem dinheiro, nada se pode fazer para melhorar a vida das pessoas.

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Gastar de forma austera, combater a corrupção, tornar o cenário político mais colaborativo e ajustar as variáveis que geram o crescimento são ações que já deveriam ter sido tomadas", questiona Bagagi.

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