Se para conseguir um contrato com o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) já estava difícil para os estudantes universitários brasileiros de baixa renda, por conta da série de problemas ocorridos desde o início do ano para acessar o site do programa, agora, a tendência é que fique ainda mais complicado. Isso porque, já entraram em vigor as novas mudanças nas regras do financiamento, que passa a exigir o escore mínimo de 450 pontos no Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM), realizado anualmente, para que o candidato esteja apto a se cadastrar no programa.

Além disso, é preciso que o estudante não zere a redação, o que já o elimina de imediato.

Para o Diretor Executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, as mudanças vão dificultar, ainda mais, o acesso ao ensino universitário no Brasil. "Isso causa uma preocupação muito grande por conta do objetivo principal do fundo que é a inclusão social, que é a inclusão do jovem no ensino superior. E, em contrapartida, também há uma preocupação enorme com o alcance das metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação, que é uma meta audaciosa de conseguir 33% de taxa líquida de matrícula no ensino superior até o ano de 2024", afirma Sólon Caldas.

Ainda segundo o Diretor Executivo da ABMES, o Brasil tem apenas 15% de taxa líquida (idade correta para o aluno cursar uma faculdade, que é de 18 a 24 anos) de matrícula no ensino superior, bem abaixo de países vizinhos como: Argentina, Chile, e Colômbia, que apresentam taxa líquida a cima de 35%. "Hoje nós só temos 15% de taxa líquida e o governo ainda está adotando medidas que inibem esse crescimento, que inibem a inclusão de mais estudantes no ensino superior. Isso está causando uma inquietude muito grande, principalmente, por parte dos alunos, que não têm garantido o seu direito de estudar", critica Sólon Caldas.

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