No dia 28 de maio foi deflagrada a greve dos técnico-administrativos e docentes das universidades federais. Apesar de estar apenas no início, o movimento começa a ganhar força com o apoio e a adesão de estudantes e reitor.

Segundo comunicado no site do ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) a greve dos docentes se deu após inúmeras discussões com o Ministério da Educação a respeito da reestruturação da carreira dos docentes federais.

Junto à falta de uma proposta concreta do governo, a classe se viu novamente prejudicada diante das propostas de corte orçamentário na ordem de R$ 9 bilhões da educação. Com recursos mais escassos, os profissionais consideraram estar diante de uma situação precária de trabalho, tendo como reflexos a ausência de profissionais, equipamentos adequados, a interrupção de obras, entre outros.

Para Fabiano Amorim, servidor da UFAL (universidade Federal de Alagoas), a principal pauta de reivindicação seria "garantir que as universidades recebam seus recursos corretamente, o que não tem ocorrido.

Parte do orçamento foi cortado e mesmo a parte não cortada não está sendo enviada corretamente às universidades". Como exemplo, Amorim cita a instituição na qual trabalha: "A UFAL no ano passado sofreu um grande corte, que fez com que iniciássemos 2015 com um caixa de 12 milhões negativo. Ao iniciar o ano dessa forma e com a insegurança em relação a quanto dinheiro realmente virá no mês seguinte, é muito difícil para qualquer reitor administrar a Universidade".

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Educação

Com poucos dias de iniciada, a greve promovida pelo ANDES-SN e pelo FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), que representa os servidores técnico-administrativos, já atinge boa parte das instituições federais. Até o dia 1º de junho, das 64 universidades federais, 56 se encontravam com paralisação dos servidores administrativos, enquanto em 21 também havia greve dos professores.

O movimento até o momento é considerado bem-sucedido não apenas pelo aumento de instituições em greve, mas também pela adesão e simpatia de outras categorias, como estudantes e até reitores.

APOIO DE REITOR E ESTUDANTES

Na UFBA (Universidade Federal da Bahia) a reitoria da instituição emitiu nota reconhecendo a greve como legítima em busca de garantir o bem-estar da universidade. Diante dessa postura, Paulo Rizzo, presidente da ANDES-SN, afirmou, em comunicado, esperar que os reitores sigam o exemplo baiano e se posicionem "ao lado daqueles que defendem a universidade pública, que são os professores, servidores e estudantes em luta".

Na UFF (Universidade Federal Fluminense) e na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) houve mobilização e deflagração de greve por parte dos estudantes em apoio ao movimento grevista. Para Rizzo, a participação dos estudantes é bastante positiva, já que "sua manifestação em defesa da educação pública tem sempre um grande peso".

Nos próximos dias o movimento espera mobilizar mais instituições, principalmente aquelas que possuem sindicatos vinculados ao PROIFES (Federação de Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) que, apesar de declarar publicamente apoio à greve do ANDES-SN, não aderiu ao movimento.

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