Os efeitos da crise econômica atingiram em cheio a indústria brasileira. Os altos juros e a incerteza no plano econômico, além disto, o corte de incentivos federais tem levado a uma onda de demissão em massa em vários setores da indústria brasileira. Atualmente, o índice de desemprego computado até julho de 2015 tem registrado uma alta de 10%. Com a ameaça de um PIB negativo previsto para 2016, o Governo está preparando uma série de medidas para tentar recuperar a indústria brasileira e evitar assim o seu encolhimento.

Sabe-se que o desaquecimento da economia leva a uma retração do consumo e consequentemente a indústria tem que parar a produção. Daí resulta-se em demissões em massa.

O governo federal, em meio aos efeitos catastróficos que começam a atingir a indústria, resolveu pôr em práticas as políticas de apoio à indústria que foram adotadas em governos passados, porém banida nas gestões anteriores, principalmente por decisão então do ex-presidente do Banco Central Guido Mantega e o ministro da fazenda da época, no período compreendido entre 2004 e 2008.

Os bancos estatais, a Caixa Econômica e o Banco do Brasilirão disponibilizar linhas de crédito com taxas de juros menores para as indústrias que se comprometerem a não demitir funcionários. Os setores que serão beneficiados com a Política serão a indústria automotiva, a de petróleo e de gás, alimentos, energia elétrica, eletro-eletrônico, telecomunicações, a indústria farmacêutica, química, papel e celulose, máquinas e equipamentos e o setor da construção civil.

Segundo a presidente da Caixa Econômica, Miriam Belchior, a instituição irá liberar um linha de crédito de cerca de R$ 5 bilhões somente para o setor automotivo.

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No total, o governo estima inicialmente uma liberação de créditos em torno de 9 bilhões de reais. Um convênio já foi assinado entre a Caixa, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). O Banco do Brasil estará nos próximos dias anunciando as linhas de crédito específicas para tal finalidade.

De acordo ainda com a Presidente da Caixa, o setor automotivo irá dispor de quatro linhas de crédito.

Elas irão contemplar o fornecimento de recursos para fornecedores de montadoras, a compra por financiamento, de máquinas novas e usadas, com uso dos recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e a renovação de frota (transporte coletivo, máquinas agrícolas e caminhões) com dinheiro do FGTS. As linhas de financiamento terão juros de 9% + TR ao ano.

Entretanto, para que toda a cadeia de produção industrial possa ser beneficiada com estas linhas de crédito, as empresas interessadas terão que se comprometer a não demitir trabalhadores durante todo o prazo do empréstimo em vigor.

O controle será feito por meio de acompanhamento das folhas de pagamentos dos funcionários das empresas. Caso haja demissão, o desconto da taxa deixará de valer.

As instituições financeiras públicas estão em constante trabalho a fim de permitir que toda a cadeia de produção industrial do país possa funcionar em ritmo adequado, promovendo o reaquecimento da economia brasileira. A intenção é reproduzir o mesmo modelo da indústria automobilística para os outros setores da economia, tais como a Construção Civil e outros.

As negociações com outros setores estão em andamento,com o objetivo que novos convênios possam ser assinados e o benefício estendido a todos. As reuniões prosseguem esta semana com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

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