Ocupada por diversos pedestres e ciclistas neste domingo, dia 23, a Avenida Paulista experimentou pela segunda vez no ano sua interdição para carros em virtude da inauguração de uma nova ciclovia, desta vez a da Avenida Bernardino de Campos.

A medida agradou os jovens paulistanos, que acreditam que as medidas aplicadas pela Prefeitura buscam otimizar o espaço público e criar meios alternativos de transporte na maior metrópole do país.

Morador da região da Bela Vista, próxima à Avenida Paulista, o bartender e operador de áudioFelipe Pennafiel, de 25 anos, vê a criação de novas ciclovias com bons olhos.

“Acho que o brasileiro tende a ser muito dependente dos carros e um grande expoente da cultura de que para ser bem sucedido na vida tem que se ter um carro, e que toda a cidade tem que ser planejada em torno dos carros. Acho que é hora de mudar isso, visto que hoje o trânsito é totalmente inviável.

O brasileiro precisa pouco a pouco se desacostumar em depender tanto do carro. Acho um ótimo pontapé iniciativas como essa de aproveitamento de espaço urbano para pedestres e ciclistas”, declarou.

Acostumado a trafegar com bicicletas pela região, Felipe acredita que, além das facilidades de mobilidade, as ciclovias e interdições das avenidas podem trazer benefícios para a convivência dos habitantes da cidade.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Política PT

“É uma opção de segurança para o lazer. Há o beneficio de quem mora perto do trabalho poder ir de bicicleta, o beneficio do lazer - vejo muitos pais e seus filhos pelas ciclovias - e o beneficio de trazer as pessoas de volta para a rua e suas interações sociais”, completou.

Estudante do 5º ano de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Costa, de 22 anos, também acredita que a implementação de ciclovias e interdição esporádica das avenidas pode ser interessante para a população da cidade.

“Me parece uma boa medida, apesar de contrariar a visão que algumas pessoas têm. O pessoal naturaliza esse domínio do carro sobre o espaço urbano, acho bom que haja iniciativas do tipo. Acho que a ciclovia vai no mesmo sentido. E vejo muita reclamação, mas a maior parte das ciclovias e ciclofaixas foi feita onde antes era usado como estacionamento pelos donos de carros”, diz o estudante.

“Se um cidadão vem e larga uma geladeira na rua ou na calçada todo mundo acha ruim.

Porque é normal você colocar um outro objeto? Um carro ainda é um objeto usado apenas pelos seus donos. E que, pior ainda, é subsidiado por toda a coletividade, porque todas as externalidades negativas acabam sendo compartilhadas até por quem não anda de carro. Todo mundo arca com os problemas do trânsito, da poluição, etc. Bicicleta é o oposto, não causa prejuízo pra ninguém”, completa Daniel.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo