Um crime brutal deixou a população da cidade de São Francisco em Minas Gerais chocada. Miriam Magalhães Rodrigues, 49 anos, confessou o assassinato do filho Guilherme Magalhães Rodrigues, 20 anos, com vários golpes na cabeça.

A mulher alegou que matou o filho a pedido do próprio rapaz, que, segundo ela, não suportava mais as dores causadas pela Doença de Crohn, que causa inflamação no aparelho digestivo. Entretanto, a Polícia não acredita nessa versão. As informações foram apuradas pelo portal de notícias G1.

Entenda como aconteceu o crime

O delegado responsável pelo caso, Emmanuel Robson Gomes afirma que, apesar da doença, Guilherme tinha uma vida normal e que não deixava de fazer nada compatível com sua idade, ou seja, a enfermidade não causava debilitação ao jovem. Ele cursava Engenharia de Automação na cidade de Itabira (MG), estava na autoescola e já tinha inclusive marcado exame de direção para os próximos dias.

Estes dados faz com que a polícia busque outras linhas de investigação. O delegado ainda ressalta que não parece que o crime foi cometido "por piedade ou compaixão".

O crime traz muita estranheza em todos que conheciam mãe e filho, ao que parece a relação dos dois era muito boa. O pai de Guilherme morreu quando ele tinha 8 anos, desde então, eles ficaram ainda mais unidos. A última vez que foram vistos juntos foi na tarde de terça-feira (4), andando de moto juntos pela cidade.

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Polícia

Polícia já começou a colher depoimentos

A polícia já começou a ouvir parentes e pessoas próximas a mãe e filho. Uma das primeiras pessoas ouvida foi a vizinha que Miriam chamou nesta manhã de quinta-feira (6). Ao chegar na casa e verificar que Guilherme havia sido brutalmente assassinado,ela acionou a polícia de imediato.

Miriam foi detida e confessou o assassinato do filho, a polícia vai buscar maiores informações sobre o real estado de saúde de Guilherme.

Relacionamento entre mãe e filho

Todos que foram ouvidos pelo G1 estão transtornados com o assassinato do jovem. Os tios maternos e paternos de Guilherme afirmam que ele era um bom garoto, que tinha um imenso carinho com a mãe e que a doença não o impedia de levar uma vida normal. Afirmam também que a mãe sempre cuidou muito bem do filho e que não sabem de nenhum problema entre eles. Um dos tios ainda ressaltou que "Guilherme não reclamava de dores, que era um jovem muito feliz e amável, por isso todos gostavam muito dele".

Bilhete

Um bilhete encontrado na casa escrito por Miriam foi entregue a polícia, nele está escrito: "Guilherme eu te amo muito. Até um dia que você seja um homem de sucesso", assinado por ela e datado no dia 31 de julho de 2015.

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