Eleito com boa margem de votos sobre o petista Tarso Genro nas eleições para governador do Rio Grande do Sul em 2014, José Ivo Sartori (PMDB-RS) sente na pele os efeitos da enorme crise financeira que envolve o Estado. No entanto, ele segue afirmando que está disposto a tomar decisões importantes para aliviar as finanças – ainda que muitas delas o desgastem politicamente.

Uma delas já foi tomada, e recebeu resposta imediata. No meio de julho, o Governo gaúcho anunciou o parcelamento do salário dos servidores públicos.

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Com a ameaça de paralisação de geral – que se confirmou e está em curso entre quarta e sexta-feira (21) -, Sartori voltou atrás e quitou todos os vencimentos 11 dias depois do anúncio. Porém, teve que usar o recurso destinado ao pagamento da parcela da dívida com a União, o que gerou um bloqueio nas contas públicas do Rio Grande do Sul.

Uma outra medida “impopular” ainda está sob fase de análise: o aumento de impostos. É possível que o governo envie à Assembleia Legislativa um pacote com reajustes fiscais já nas próximas semanas.

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Mas não será uma tarefa fácil. Diversos parlamentares de outros partidos já se manifestaram contra o aumento da carga tributária.

“Não tenho medo de pagar o preço político por causa das medidas que já tomei e que ainda terei que tomar para começar a mudança no Rio Grande. Muita gente me aconselha a ficar em casa, mas não vejo motivos e nem sou de me esconder. Minhas atitudes são sempre transparentes e motivadas pela realidade que nós temos”, falou Sartori.

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“Tenho recebido importante e imenso apoio de pessoas que são conscientes da necessidade de, nesse momento, tomar medidas e ações rigorosas. Elas sabem que é dessa forma que o governo poderá começar a recolocar o Rio Grande do Sul no caminho certo”, finalizou.

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