Flagrado pelo fotógrafo Reginaldo Pupo dando um chute em um gato durante uma operação promovida pela Prefeitura de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, que teve como objetivo a desocupação e demolição de barracos erguidos irregularmente em Área de Proteção Ambiental da Região, o cabo da Policia Militar, que não teve a identidade revelada, poderá ser exonerado da entidade, conforme afirma o capitão Samir Tobias Alvez, responsável pela Seção de Comunicação Social do 20º Batalhão.

O capitão destaca ainda que o cabo já foi afastando das operações policiais promovidas em ruas e que atualmente exerce serviços administrativos no batalhão.

Segundo o capitão, o cabo passará ainda por acompanhamento psicológico. Embora seja evidente a configuração da agressão gratuita ao gato, o capitão Samir esclarece que caso seja comprovada a infração o cabo poderá ser punido ou até mesmo exonerado do cargo de policial militar do estado de São Paulo, caso fique constatado que o fato é considerado grave.

O caso aconteceu na ultima quarta-feira, dia 5, e foi registrado pelo fotógrafo que cobria a operação. Segundo ele, as imagens só foram publicadas depois,por medo da repressão da Polícia.

Com base nas imagens publicadas pelo fotógrafo e pelo tamanho do animal, é possível observar que se trata de um filhotinho. Pupo afirma que o pequeno gato se aproximou do agente certamente em busca de carinho, como já havia feito com outras pessoas que ali estavam, de modo que aparentava estar carente, em que o policial lhe respondeu com um chute que o fez sair muito alto do chão. Os outros cinco agentes próximos ao cabo riram do ato após o gatinho fugir assustado.

O fotógrafo conta que conseguiu encontrar, no mesmo dia após a foto, no mesmo local, uma família que disse ser dona do gato e que também não viu a agressão que o animal sofreu.

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Polícia Animais

A família contou ao fotógrafo que pelo fato das casas estarem sendo demolidas, o gatinho ficou solto, mas que já estavam providenciando levá-lo para casa de parentes.

Um processo de sindicância foi instaurado para apurar a atitude do policial, conforme informou a Polícia Militar, e deverá ser encerrado em 30 dias. O capitão Samir informou também que não ensina, nos cursos para formação de agentes, atitudes como a do cabo e que tal fato pode ser configurado como crime ambiental.

Após viralizar nas redes sociais, a imagem já foi vista em mais de 20 países.

Internautas que não concordam com a atitude do policial exigem ao Governador Geraldo Alckmin a punição do agente em uma petição pública disponível na internet e que pode ser assinada por qualquer interessado.

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