O ministério público pediu hoje que a corregedoria da Polícia investigue a ligação de Policiais Civis de Ribeirão Preto com o casal donos do site de vendas PANK. Pela manhã, uma ex funcionária do casal prestou um novo depoimento no ministério público e deu detalhes importantes da vida de Michel Pierre Cintra e Viviane Boffi Emilio, donos do site PANK.

A ex funcionária afirmou a promotoria que Michel e Viviane sabiam quando a polícia estava a procura deles. "Toda vez que a polícia ia atrás deles, eles já estavam sabendo. Quantas vezes de madrugada eu tinha que ficar aqui com a porta aberta esperando ela, porque eles ficavam sabendo que a polícia ia atrás deles, pegava e deixava o menino (filho) aqui em casa.

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O menino amanhecia aqui em casa. Aí, ele ficava dois ou três dias aqui comigo", relata a ex funcionária.

O promotor Aroldo Costa Filho, que acompanha o caso, não tem dúvidas de que o casal tinha informações privilegiadas. Ele diz com toda certeza que realmente o casal tinha um forte esquema para a prática de crimes e contando, inclusive, com o auxílio da polícia. A ex funcionária disse que foi acusada por Michel e Viviane de ter roubado R$ 30 mil reais de dentro da casa deles e também falou que se sentiu ameaçada por um policial civil conhecido do casal.

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Hoje, durante o depoimento, a ex funcionária reconheceu o policial por uma foto mostrada pelo promotor. Ele seria Signei Morais, investigador aposentado. Signei nega envolvimento com Michel e Viviane. "Eu nunca tive nenhum interesse particular, em qualquer situação envolvendo esse casal", afirma Signei.

O investigador aposentado explicou que nunca se aproveitou do trabalho para passar detalhes de operações policiais a outras pessoas e jamais ameaçou alguém. O Ministério Público quer saber agora quem era o informante que passava detalhes das ações policiais, como pedidos de prisão, busca e apreensão contra Michel e Viviane. 

O promotor Aroldo Costa Filho pediu que investigue a fundo, se o policial aposentado tem ou não envolvimento com o casal. Cabe agora a corregedoria da Polícia Civil verificar se procedem as denúncias encaminhadas pela ex funcionária, e verificar se havia além de um, mais outros policiais que teriam participações na prática desses crimes.

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