O Ministério Público Federal denunciou a Volkswagen do Brasil por violação dos direitos humanos de seus trabalhadores por colaborar com a Ditadura Militar no país. O regime foi instaurado em 1964 e durou até 1985 e foi marcado pelo uso da tortura e perseguição a opositores políticos e intelectuais contrários ao sistema.

Segundo um relatório divulgado pela promotoria no dia 22, a empresa, em acordo com empresários, exercia forte controle social sobre os empregados da fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, monitorando as atividades políticas e sociais dos funcionários.

E desse monitoramento foram produzidos dossiês que eram entregues às autoridades oficiais do regime militar, que apuravam e investigavam a conduta das pessoas denunciadas pela Volkswagen.

Neste processo, centenas de funcionários foram perseguidos e tiveram suas vidas expostas e sofreram sanções ou até perda de emprego na fábrica que fica no ABC, na Grande São Paulo. De acordo com o portal IG, a Comissão Nacional da Verdade e sindicatos da categoria vão pedir abertura de investigação para apurar os fatos e, por outro lado, a montadora anunciou que vai procurar as pessoas que deram depoimentos para ouvi-las sobre os fatos narrados ao MPF.

Escândalo mundial abala imagem e confiança

Outro escândalo envolvendo a Volkswagen nos Estados Unidos, atual líder de vendas de automóveis no mundo, abalou a imagem da companhia e também a confiança na marca e em seus produtos.

Segundo a matéria divulgada no Portal IG, cerca de 11 milhões de carros tiveram instalados chips que ludibriavam os testes de emissão de gases. Após a realização dos testes, os carros voltavam a funcionar em modo normal e emitiam até 40 vezes mais gases poluentes do que o aferido nas análises oficiais.

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Negócios

Somente nos EUA, a empresa alemã declarou que estima em cerca de 500 mil carros adotados com o sistema que mascaravam a emissão de poluentes.

Para tentar contornar a crise institucional e melhorar os ânimos de investidores, o presidente-executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, disse que espera a confiança de todos para trabalhar e seguir em frente, apesar de notícias dizendo que sua permanência no cargo já é dada como encerrada.

E a montadora alemã anunciou um fundo reserva de cerca de 29 bilhões de reais para investir na retomada de confiança dos consumidores e também de possíveis processos e multas pela tentativa de enganar os órgãos de controle de emissão de poluentes nos EUA.

Mesmo com o anúncio, houve grande desvalorização do preço de suas ações e também redução do seu valor de mercado, impacto direto por conta do escândalo.

Força da marca no Brasil

Por 24 anos seguidos a empresa alemã é a marca mais lembrada pelos brasileiros no concurso Top of Mind, promovida pelo jornal Folha de São Paulo e realizada pelo Instituto Datafolha. Além desta conquista de impacto nacional, a empresa coleciona outros prêmios em categorias regionais e estaduais.

No concurso, a montadora é citada na preferência do consumidor de maneira consecutiva por mais de duas décadas.

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