No último domingo (18), Juliana Cristina da Silva dirigia seu carro alcoolizada quando atropelou dois homens que trabalhavam na pintura de uma ciclofaixa na Zona Norte da cidade de São Paulo/SP. Raimundo Barbosa e José Airton trabalhavam em uma empresa terceirizada que presta serviços para a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). O acidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada de domingo e após atropelar os trabalhadores, Juliana fugiu e só foi detida a três quilômetros do local do acidente.

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Mesmo após ser comprovado, por exame de etilometria, que a motorista estava alcoolizada e com quase três vezes além do limite de álcool estabelecido para que se configure crime de embriaguez ao volante, ela só permaneceu presa durante uma noite e foi libertada, após o pagamento da fiança, na tarde de hoje (20). Para ser solta, Juliana Cristina da Silva, terá que dar garantias para a justiça: entrega da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e se apresentar no Fórum da Barra Funda a cada dois meses.

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Polícia

Os crimes em que Juliana foi acusada são o de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), lesão corporal e sair do local do acidente sem prestar socorro às vítimas. Os parentes das vítimas estão indignados e clamam por justiça. Um dos familiares de Raimundo foi até o Distrito Policial onde Juliana estava detida para ver o rosto da mulher que tirou a vida de seu primo. Para ele cabe a Deus julgá-la.

Algumas testemunhas do acidente disseram que o que viram foi chocante e assustador.

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José Airton morreu na hora, mas Raimundo Barbosa ainda foi socorrido e infelizmente após dar entrada no hospital não resistiu aos ferimentos e veio a óbito. A avenida onde ocorreu o acidente ficou interditada por mais de três horas até que o corpo de José pudesse ser retirado da via e a perícia pudesse realizar o seu trabalho.

Os dois trabalhadores eram do Piauí e estavam em São Paulo há muitos anos. Raimundo era casado e pai de quatro filhos. José era casado e pai de dois filhos.

Parentes e amigos das vítimas estão indignados com a velocidade em que Juliana foi solta e pedem por justiça. A advogada da autora deste crime não quis falar com a imprensa e saiu da Delegacia de Polícia em silêncio.

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