A obra dodesviodas estradas de ferro na cidade deParauapebas (estado do Pará), está causando muitos problemas para os moradores. A população informou que como tem sido feita a utilização de explosivos, o impacto já causou rachaduras em muitos imóveis e em alguns locais, o fornecimento de água foi afetado.

Os habitantes disseram, que assim que a obra começou, os transtornos iniciaram. É possível ver os horários das detonações nas placas, porém, as placas informam o dia e o horário das detonações, mas a sociedadenão teve conhecimento da real força e o impacto das explosões.

Aproximadamente 200 imóveis já tem rachaduras, segundo informou a associação de moradores.

Em um dos domicílios que foram afetados, tem um pouco mais de 1 ano e 11 meses, que foi construída, porém no mês de setembro, a proprietária relatou que foi necessário utilizar de uma estrutura de ferro e concreto, e assim sustentar duas paredes. Isa Leita (dona da casa), disse que o impacto das explosões, não tem sido muito bom para a sua residência. ''O meu maior receio é quando a época de chuvas iniciar, e a minha casa não conseguir ficar de pé, pois a estrutura já está abalada'', disse a moradora.

O condomínio fechado tem uma rua que passa ao lado, no qual os residentes já estão sentindo o resultado causado pelas explosões na obra. Muitas casas já apresentam rachaduras. Os jornalistas foram impedidos de adentrar no local, porém um morador relatou, que o problema pode ser visto em mas de 25 casas.

A estrada de ferro vai ter mais de 100 km de comprimento. Assim que as obras terminarem e a operação iniciar, o ramal será o mais importante ponto de vazãodo minério que será retirado em Canaã dos Carajás (estado do Pará).

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Na cidade de Parauapebas, a malha ferroviária irá se ligar a viaFerro Carajás, no qual o seu destino final, é um porto em São Luiz (estado do Maranhão).

"Eu juntamente com os meus secretários requisitamos algumas condições, porém as mesmas não foram seguidas, no tempo de realização da obra. Não posso deixar de mencionar que o documento de autorização (alvará), está vencido a mais de um mês e até o presente momento não foi renovado, e isso é uma das coisas que nos fez tomar a decisão de interditar a obra'', disse Valmir Mariano - prefeito de Parauapebas.

Muitas pessoas já fizeram denúncias no Ministério Público do Estado do Pará (MPE) sobre esse problema. "O Ministério Público irá fazer uma prova com o laudo do perito, e somente com o resultado que poderemos saber se a obra está provocando esses danos'', falou Hélio Rubens (promotor de Justiça).

A empresa Vale que responde pela obra, obteve judicialmente a autorização para que os trabalhos sejam retomados. O prazo de conclusão é entre o mês de julho e dezembro do ano que vem. Em um comunicado oficial, a Vale disse que a atividade de detonar os explosivos, está seguindo todas as leis em vigor e tal trabalho é acompanhado com a utilização de ferramentas adequadas e colaboradores treinados e capacitados, e sobre a falta de água a Vale disse que o trabalho não tem nada a ver com esse problema.

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