Nesta quinta-feira (5), uma barragem de rejeitos tóxicos de minério da empresa Samarco, situada em Bento Rodrigues, um subdistrito da cidade de Mariana, a 115 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais, se rompeu por volta de 15h30. Uma morte já foi confirmada pelo Hospital Monsenhor Horta e 10 pessoas estão desaparecidas. As informações são preliminares, ainda não há um levantamento oficial. Também existe a possibilidade de pessoas ilhadas ou soterradas em baixa da lama tóxica .

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 A empresa Samarco opera há 20 anos produzindo pelotas de minério de baixo teor que os transforma em um produto de alto valor agregado e revende para siderúrgicas mundiais. Por ano, a empresa fabrica 30 milhões de toneladas desse produto. A barragem tinha o nome de ‘Fundão’, lá era estocada toda lama tóxica que era descartada da produção das pelotas de minério. Um acordo  entre o Ministério Publico e a empresa já havia sido firmado em relação aos rejeitos descartados.

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Ele trata do quanto os rejeitos são prejudiciais ao meio ambiente e da importância de serem bem estocadas.

O distrito de Bento Rodrigues  tem 620 habitantes, parte da população é empregada na empresa de minério. A lama invadiu mais ou menos 200 casas, a empresa esta priorizando as vitimas e a recuperação do meio ambiente.

O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Extração de Ferro e Metais Básicos de Mariana (Metabase) afirma que entre 15 a 16 pessoas morreram na tragédia, contrariando assim o que foi dito pelo Hospital Monsenhor Horta.

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O socorro só é possível por meio de helicópteros, as ambulâncias não conseguem chegar por causa da lama. Cães farejadores e viaturas foram enviadas ao local.

 A Prefeitura de Mariana esta esvaziando o distrito e orientando os habitantes a irem para o distrito de Camargos. Brás Azevedo, secretário de Defesa Social de Mariana, afirma que há riscos de desmoronamentos e que a situação de Bento Rodrigues é grave.

O promotor de Justiça do Meio Ambiente, Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse que nenhuma barragem se rompe assim e que irá achar os responsáveis, mesmo ainda sendo cedo para dizer a causa do rompimento.

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