O rompimento de duas barragens da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, que ocorreu na última quinta-feira (05), e deixou vários desabrigados e pessoas desaparecidas, chegou nessa madrugada de terça-feira (10) no Espirito Santo,através do leito do Rio Doce, afetando a cidade de Baixo Guandu.

O CPRM (Serviço Geológico do Brasil) paralisou o abastecimento de água por conta da contaminação ambiental da lama da mineração.O estado do Espirito Santo e o lema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) vão tomar providências cabíveis contra a Mineradora Samarco por conta da contaminação provocada pela lama da barragem.

O Iema é responsável pela licença ambiental na região do Espirito Santo e monitora a qualidade da água do Rio Doce e das águas do mar, que serão atingidas pela lama, que distribui a água potável para consumo das pessoas e animais da região mais próxima do rio.

A Defesa Civil do Espirito Santo está trabalhando para avisar banhistas e moradores da região do Rio Doce, que não sabem da chegada da lama.O governo do estado se prepara com as empresas fornecedoras de energia elétrica e água, empresas privadas, diferentes órgãos estaduais e municípios das cidades de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, localidades que devem sofrer com a enxurrada da lama.

60 carros-pipa foram disponibilizados para garantir o abastecimento de água nas cidades atingidas, afirma o Lema.O biólogo André Ruschi, diretor da escola Estação Biologia Marinha Augusto Ruschi, em Aracruz, no Espirito Santo, afirma que a lama que desce no Rio doce atingirá cerca de 10 quilômetros quadrados do litoral norte da região do estado.

O Ministério Público Federal (MPF-ES) e o Ministério Público do Espirito Santo (MP-ES) obtiveram uma liminar da Justiça que obriga a Mineração Samarco a fornecer um helicóptero para sobrevoar a região do Rio Doce.

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De acordo com as últimas noticias, os carros-pipa já começaram a abastecer os bairros de Colatina, no Noroeste do Espirito Santo, para população que parou de receber água potável no volume regular. Segundo o prefeito da cidade, Leonardo Deptulski, as pessoas já começaram a estocar água.

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