Hoje foi anunciado que o Ministério Público do Espírito Santo vai instaurar inquérito de ordem civil para que sejam feitas as apurações necessárias à tragédia ocorrida o estado vizinho de Minas Gerais. O órgão pretende investigar quais serão as consequências dos deslizamentos provenientes do rompimento dos diques das barragens da cidade de Mariana, em Minas Gerais e que pertencem à mineradora Samarco.

A onda provocada pelo excesso de água, areia e detritos provenientes do trabalho de exploração de minério na cidade mineira, avançou por vária localidades, além da cidade de Mariana e já se deslocam  em direção aos estados vizinhos.

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O Ministério público determinou o envio de equipes técnicas ao locais afetados. Além de avaliar a extensão das área afetadas, será avaliado quais os impactos e os prejuízos que a lama que avança rápido poderá acarretar com relação aos danos sociais e ambientais.

Vários são os municípios de regiões vizinhas que terão o fornecimento de água potável suspenso, em virtude da contaminação de suas fontes pela lama e detritos que estão atingindo estas regiões e deixando populações inteiras sem nenhum alternativa para obtenção de água para consumo.

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Natureza

Estes municípios são os seguintes: Baixo Guandu e Colantina, já localizadas no estado de Espírito Santo. As aulas nestas localidades também foram suspensas a partir de hoje, dia 09, a fim de que sejam evitadas tragédias maiores.

Os promotores, que fazem parte do Ministério Público daquele Estado, estão solicitando que todos os municípios que forem atingidos, elaborem relatórios e laudos de impacto ambiental, assim como relatórios de gastos com materiais emergenciais a fim de que possam requerer o devido ressarcimento.

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Os magistrados lotados no MP montaram uma verdadeira operação de fiscalização de todas as áreas atingidas, bem como promovendo a orientação dos gestores dos municípios e da população em geral, caso seja preciso.

O Ministério Público solicita a todas as associações de classe, tais como cooperativas, associações de pescadores, qu epossam reunir o máximo que conseguirem de documentos, arquivos e fotos que retratem como era a paisagem e a ordenação das construções das localidades destruídas, a fim de sejam utilizados para se instaurar os processos de indenização pelos prejuízos sociais e ambientais.

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