Nova denúncia de desvio de recursos públicos leva executivos de grandes empreiteiras para a prisão, um deles é o presidente da OAS. Dessa vez o caso envolve as obras de transposição do rio São Francisco. As construtoras são suspeitas de usar empresas de fachada para desviar R$ 200 milhões.

Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram 24 mandados de busca e apreensão e quatro prisõesno Rio, São Paulo, Ceará e Distrito Federal.

Os pressos são executivos do consórcio formado pelas construtoras OAS, Galvão Engenharia, Barbosa Melo e Coesa, responsável por dois dos 14 trechos das obras de transposição do rio São Francisco. O trecho de 80 km onde teria havido superfaturamento, fica entre os municípios de Custódia, em Pernambuco, e Monteiro, na Paraíba. A operação "Vidas Secas", investiga o desvio de R$ 200 milhões entre 2008 e 2013.

"De acordo com a necessidade da fraude e a necessidade do valor a ser recebido, eles realizam a alteração da estaca de nivelamento de solo", explica o delegado da Polícia Federal, Alexandre Lucena.

A operação apontou que parte do dinheiro superfaturado foi parar na conta de empresas ligadas ao doleiro Alberto Yossef e também do lobista Adir Assad, ambos presos pela Operação Lava Jato.

"Então tinha uma conta específica, nesta mesma conta foi mandado dinheiro para empresas de Alberto Youssef, que já é declaradamente empresas fictícias, simplesmente pra repassar esse dinheiro pra político A ou pra circunstância A, B, C ou D", revela Marcello Diniz Cordeiro, outro delegado da PF.

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Polícia Corrupção

A transposição das águas do Rio São Francisco foi projetada para garantir o abastecimento de quase 400 municípios do nordeste, onde vivem 12 milhões de pessoas. As obras começaram em 2006, mas sofreram vários atrasos, com isso, o custo previsto de R$ 4 bilhões inicialmente, dobrou.

A OAS considerou desnecessária a prisão do presidente da empreiteira, Elmar Varjão, porque prestou as informações solicitadas pela Polícia Federal.

A construtura Barbosa Melo informou que a empresa está a disposição das autoridades.

O grupo Galvão disse que vai colaborar com as investigações.

A construtura Coesa não deu explicações para a imprensa.

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