As últimas informações sobre o incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa, que fez umavítimaesta semana, mostram que existemirregularidades na administração no complexo da Estação da Luz. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, apesar dos responsáveis terem apresentado um projeto em 2004 com o objetivo de conseguir a autorização da abertura, e terem efetivamente conseguido esta aprovação, posteriormente eles não deram prosseguimento ao processo.

A etapa de vistoria do Corpo de Bombeiros, que seria feita logo a seguir, nunca foi realizada, de modo que a corporação nãopode atestar a segurança do local.

Segundo Marcelo Mattos Araujo, secretário estadual de Cultura, o museu tinha todos os equipamentos de segurança necessários, apesar denão teralvará. “A questão do alvará é complexa, porque o museu está em um prédio histórico e compartilhado com a Estação da Luz.

O alvará é único para esse grupo, estação e museu. Na parte do museu não existe alvará, mas existem projetos que foram apresentados para os Bombeiros e foram implantados”, explica o secretário.

Falha no hidrante

Uma funcionária do museu que não quis ser identificadaafirmou quelogo no início do incêncio houve a tentativa de utilização de hidrante para conter as chamas, mas o mesmo não funcionou. Amangueira foiconectada ao hidrante, mas não saiu água.

Apesar da especulação sobre estafalha ter permitido que o fogo que ainda estava baixo ganhasse força e se alastrasse para os outros andares, o secretário estadual da Cultura negou que tal falha tenha ocorrido.Para Mattos, "O alarme soou imediatamente.", e não houve equipamento ou procedimento que tenha falhado.

Palco político

É certo que o incêndio na Estação da Luz já virou plataforma política para as eleições de 2016.

Com a instabilidade econômica e política que já se vê há alguns meses, é praticamente impossível evitar que esse desastre se transforme em mais um ponto de discussão na cidade de São Paulo. Em uma cidade já carente de cultura e entretenimento de qualidade, com tantos casos de obras superfaturadas e descaso com o bem público, o eleitor precisa atento.

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