Os roubos milionários no Brasil parecem que não ficaram só na política. O grupo Pão de Açúcar, que faz parte da gigante francesa Casino, divulgou uma nota na última sexta-feira (18) que está apurando um rombo milionário nos estoques do Brasil.

Conforme divulgado pelo jornal 'O Estado de São Paulo', a gigante estaria sendo vítima de roubo por parte de 9 funcionários da companhia, responsáveis pelos centros de distribuição da empresa.

O esquema acontece por meio do desvio de eletrônicos e eletroportáteis que eram devolvidos pelos clientes por desistência de compra.

A partir daí, os produtos não retornavam mais para o estoque. Os produtos eram, então, vendidos e comercializados de forma ilegal, ou seja, sem nota fiscal.

Segundo o jornal, o esquema funciona há mais de cinco anos e estima-se que o rombo já passa dos 60 milhões de reais, um valor até pequeno, em comparação com o estoque da companhia no Brasil, que estão calculados em mais de 440 milhões de euros. A empresa ainda afirma que o rombo não afetará a economia da empresa, pois a mesma já é ajustada para cobrir esse tipo de perdas.

Procurado pelo 'O Estado de São Paulo', o grupo Pão de Açúcar não quis comentar o assunto.

Além do grupo Pão de Açúcar, a Cnova, que foi uma fusão entre a Casino e a CDiscount, controla também os sites Extra, Ponto Frio, Barateiro, CDiscount e Casas Bahia. O objetivo da empresa é ser o maior veículo de vendas online do mundo.

Queda nas ações

Com a nota divulgada sobre o rombo, as ações da Cnova despencaram na última segunda-feira (21). A queda foi de 18%, chegando a cair 20% durante o dia. Na segunda-feira, 21, a empresa fechou o pregão avaliada em US$ 1,3 bilhão na Nasdaq.

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A empresa fechou o terceiro trimestre do ano com receita consolidada de R$ 16 bilhões. Em relação ao ano anterior, o crescimento foi de 2,7%.

Na última terça-feira (22), o GPA (Grupo Pão de Açúcar) fechou um acordo com o grupo Duque, para a venda de cinco postos de combustíveis que hoje são controlados pelo GPA. A venda dos postos pode ser bom no momento para o reforço de caixa da empresa, que poderá direcionar o dinheiro para outros projetos desenvolvidos pelo grupo.

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