Há mais ou menos quatro anos, o vendedor Fabrício Augusto Nascentes entrou com uma ação na Justiça alegando ser filho de Roldão Gonçalves Rodrigues, um padre da cidade de Patos de Minas (MG), falecido em agosto de 2010.

Tudo começou quando familiares do padre contaran a Fabrício que Roldão teve um caso com sua mãe. Toda a história foi revelada para Fabrício através de um sobrinho do religioso. Ao indagar o sobrinho por qual motivo ele fez aquela revelação, o mesmo contou que a família estava em disputa pela herança milionária deixada pelo padre e não haviam entrado em acordo, e que para evitar brigas, ele resolveu contar.

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Mãe de Fabrício confirmou

A mãe de Fabrício, que nunca havia falado ao filho sobre o assunto, confirmou a veracidade da história. Ela, que estudou em um colégio católico que ficava ao lado da Igreja, disse que não contou ao filho para evitar possíveis transtornos.

Ao saber de toda a história, Fabrício necessitava de uma prova para que pudesse realizar seu desejo: a inclusão do nome do pai em sua certidão de nascimento. Depois de muita resistência por parte da família do padre, dois de seus  quatro irmãos aceitaram então doar sangue para a realização do exame de DNA.

O primeiro exame que foi realizado em Uberlândia (MG), a 230 km de Patos de Minas, apontou que os sangues eram compatíveis, e que Fabrício poderia, sim, ser parente dos irmãos do padre.

Todavia, no decorrer da disputa judicial, foi solicitado um novo exame por parte dos irmãos do padre. O resultado do segundo exame, foi totalmente contrário ao que foi apontado no primeiro.

Restou então apenas uma alternativa: a exumação do corpo. Fabrício conseguiu na justiça a autorização para fazer a exumação dos restos mortais de Roldão para ser feito um terceiro exame.

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O resultado foi diferente do primeiro exame realizado, embora o resultado apontou uma chance de 33,5% de Roldão ser pai de Fabrício. No último exame, realizado em Maio de 2014, o resultado foi negativo.

Na última segunda-feira (21), Tenório Silva Santos, juiz da Vara da Família negou a paternidade do padre. O advogado responsável pelo caso, Maurício Queiroz de Melo Neto, disse que, contra a decisão, há uma possibilidade de recurso.

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