Como a maioria dos produtos comercializados no mundo, o petróleo tem seu preço determinado pela lei mais antiga da economia, a lei da oferta e da procura. E é esta desproporção entre a procura e disponibilização do produto no mercado internacional a principal responsável pela queda do preço do petróleo no mundo, mas apesar disso os brasileiros continuam pagando caro pelos combustíveis. Segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura, pagamos os preços mais altos do mundo pela gasolina e pelo diesel.

Segundo especialistas do setor de gás e petróleo, o brasileiro abastece seu veículo com gasolina a preços 32% mais altos que a média mundial, mas a situação é mais grave no caso do diesel, que é vendido no país 45% acima dos preços internacionais. No caso do diesel, o problema torna-se mais grave já que a matriz do transporte no Brasil é rodoviária, o que causa impacto direto nos preços.

Os preços dos combustíveis no país foi controlado pelo governo e usado como forma de controle de inflação desde 2006,causando rombo na estatal na casa dos 100 bilhões de reais e hoje, com os preços reduzidos no mercado mundial, a empresa optou por manter os valores atuais para repor o caixa e compensar o prejuízo acumulado nos últimos anos.

O Brasil faz atualmente o inverso que o resto do mundo, não diminuindo os preços dos combustíveis no mercado interno, dificultando assim o desenvolvimento econômico e contribuindo para manter a inflação, prejudicando principalmente o agronegócio, setor que apesar da crise manteve o crescimento e onde o diesel é muito utilizado.

No terceiro trimestre de 2015, apesar do preço do petróleo já estar em queda no mercado mundial, a Petrobras fez o seu último reajuste de preços, elevando em 6% a gasolina e 4% o óleo diesel.

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Petrobras

Para analistas a situação financeira da empresa não permite a redução de preços no mercado interno e alguns bancos insistem em que novos aumentos serão necessários para manter a sanidade financeira da petrolífera, apesar do valor do barril ter atingido hoje US$ 31,00

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