Quem diria, há pouco mais de um ano o atual presidente da FAMURS (Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul), Luiz Carlos Folador, do PT gaúcho, estava contente com a situação do Rio Grande do Sul daquela época, quando o vento estava a seu favor e o governador era o também petista Tarso Genro.

Nesta quinta-feira, dia 15 de janeiro, Folador voltou a se manifestar, mas com um discurso no mínimo estranho para um opositor de carteirinha do governador José Ivo Sartori.

Ele defendeu a reedição do decreto de contenção de gastos do Palácio Piratini e se manteve em cima do muro evitando externar críticas, argumentando que o momento não era apropriado.

Patinho Feio

Esta sua posição morna, quase fria em relação ao Governo peemedebista deixou a bancada petista na Assembleia Legislativa desconfortável. Contudo, Folador tem um histórico de patinho feio no PT, mas longe de se transformar em cisne, até porque recentemente ele defendeu o aumento do ICMS contrariando a majoritária de seu partido.

Folador argumenta sua defesa à medida de Sartori pois, há um desequilíbrio financeiro evidente, que deve ser corrigido através da economia. Em sua opinião, o momento requer cautela diante da crise financeira e o governador tem seus motivos ao renovar o decreto por mais seis meses - uma vez em toda economia saudável o equilíbrio entre receita e despesa é a condição básica de governabilidade.

Talvez esquecendo que fazia parte do governo anterior, Folador afirmou que o Estado herdou uma crise e como consequência houve diminuição de repasses e aumento de despesas, é preciso um ajuste.

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Governo

“São medidas impopulares, mas necessárias”, concluiu.

Contudo Luiz Carlos reconheceu que os reflexos junto às comunidades da Capital e de cidades do interior serão maléficos. Ainda assim, entende que a intenção deva sobrepor-se à razão na proporção que o RS logo irá se adequar a este decreto de contensão de gastos, por exemplo, na Segurança Pública, saúde e educação. Tudo será uma questão de tempo.

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