Nesta quinta-feira (14), o MP (Ministério Públicode Minas Gerais) abriu um processo para averiguar o destino do dinheiro que não foi repassado às famílias das vítimas da tragédia em Mariana, na cidade de Bento Rodrigues (MG).

Foram feitas doações para a prefeitura de Mariana em torno de um milhão de reais e para a arquidioceseno valor de 800.000 reais.

As pessoas que moram em Bento Rodrigues e em outras localidades atingidas pela lama reclamaram que não haviam recebido ajuda e não tiveram acesso aos benefícios.

O Ministério Público acatou a denúncia e abriu sindicância para verificar o paradeiro das quantias.

Diante dos fatos, Guilherme de Sá Meneghin (promotor de justiça) fará investigações para apurar as contas nos bancos e os saldos da prefeitura da cidade de Mariana e da Arquidiocese.

A PF (Polícia Federal) também chamou a prestar contas sete diretores e especialistas para averiguação do ocorrido. O diretor-presidente Ricardo Vescovi foi um dos intimados a prestar esclarecimentos. De acordo com a polícia, outros poderão ser investigados e convocados a depor e os trabalhos continuarão a ser feitos pelo Ministério Público.

Devido à catástrofe que aconteceu em Bento Rodrigues, a Polícia Federal intimou os responsáveis da Samarco, Vale e Vogbr. As empresas terão que responder pelo ocorrido com a barragem Fundão e consequentes danos causados ao meio-ambiente e a população dos locais atingidos.

O derramamento da lama tóxica causou problemas graves ao Rio Doce, que hoje está morto, suas águas não servem para a pesca e consumo e os pescadores perderam o seu modo de subsistência.

OS PREJUDICADOS PELA BARRAGEM E RELATOS.

José do Nascimento de Jesus, presidente da Associação dos Moradores da cidade de Bento Rodrigues, disse que é preciso agilidade no repasse das doações e que cada pessoa receba o seu devido quinhão.

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Ele informou que a condição dos vitimados pela tragédia melhorou, que já não estão mais nos hotéis e a Samarco está indenizando as pessoas.

Sidney Sobreira disse que o dinheiro é para ser repassado para os afetados pela lama e não pode permanecer no poder da prefeitura.

De acordo com Sidney, estão realizando procedimentos sem a autorização das pessoas e muitos não concordam com a abertura de conta-poupança para os menores. Para ele, quem deve decidir sobre os filhos são os pais.

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