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O professor de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) , Adlène Hicheur, está sob forte investigação pela Polícia Federal pela suspeita de desenvolver atividades terroristas, em colaboração com o grupo ligados a Al-Qaeda. Em 2009, ele foi condenado e preso na França,sob a alegação de colaborar com os atentados naquele país. O professor é de origem argelina e naturalizado francês e é especialista em física de partículas elementares.

A prisão e saída da França

Antes de ser preso, o argelino fora monitorado bem de perto pelas autoridades francesas. Ele fez parte do Cern, sigla francesa que refere-se à Organização Europeia de Pesquisa Nuclear.

No ano em que foi preso, Hicheur havia tirado licença médica e estava morando na casa dos pais. A polícia francesa começou a investigá-lo quando ele começou a participar de fóruns na internet. O principal deles tinha como um dos membros, Mustafa Debchi, que se apresentava com o codinome de Phenix Shadow. Segundo as autoridades este homem era apontado como membro da Al-Qaeda, no país de origem de Hicheur, a Argélia. Nas conversas, Phenix se oferece para ajudá-lo caso o físico quisesse trabalhar para chamada ' unidade de ativação na França'. Hicheur aceitou. Após revelar seu plano de sair da Europa, ele menciona a intenção de um atentado na país francês. Adlène foi preso após a polícia descobrir em seu computador um envio de cerca de 8 mil euros para a Al-Qaeda.

Após conseguir uma liberdade condicional em 2012, ele teve que deixar a França, por causa da proibição de permanecer em território francês até abril de  2018.

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Ele também foi expulso do Comitê de Pesquisas Nucleares da França, onde perdeu o emprego. A decisão da justiça francesa justificou que o cientista representava uma potencial ameaça à segurança daquele país.

A vinda para o Brasil

A condenação sofrida na Europa e as restrições quanto à sua permanência não foram suficiente para que impedisse Hicheur de vir para o Brasil. Aqui ele foi contratado como professor visitante da UFRJ, com salário de R$ 11 mil por mês. O pesquisador foi bolsista do CNPq entre 2013 e 2014, onde recebeu a quantia de cerca de R$ 56 mil, antes de ir lecionar na universidade.

O físico mora atualmente no bairro da Tijuca e tem visto de trabalho no Brasil até julho deste ano. Quando procurado para falar sobre o assunto, ele se recusa e em tom de ameaça diz que este assunto pode acarretar graves problemas tanto para ele, quanto para quem o está entrevistando.

A Polícia Federal passou a investigá-lo quando descobriu que o professor frequenta a mesma mesquita, no Rio, que um adepto que apareceu em uma reportagem da CNN , com uma camisa que defendia o Ataque ao jornal Charlie Hebdo. Como parte das investigações, Hicheur teve seu apartamento e escritório revistados pela polícia.