Nessa quarta-feira, 27, a Samarco emitiu um alerta amarelo por deslocamento de terra na barragem de Mariana, mesma região onde ocorreu a tragédia em novembro do ano passado, e que ceifou a vida de 17 pessoas, além de duas que continuam desaparecidas.

A Defesa Civil foi acionada para retirar os funcionários e alertar as pessoas sobre as possibilidades da Barragem de Fundão vir a ruir. Funcionários da Samarco e de empresas terceirizadas realizavam a limpeza do distrito de Bento Rodrigues e região, bem como fazia reparos de outra barragem na terça-feira, mas estão impedidos de retornarem até segunda ordem.

Não houve informações sobre possíveis feridos no deslocamento de terras na barragem de Fundão nessa quarta-feira. Outras barragens passam por reparos de reforço desde o ocorrido de novembro.

Minas Gerais, assim como a maior parte do sudeste, tem passado por dias chuvosos e esse fator torna a terra ainda mais frágil, aumentando as chances de um deslocamento e até explosão da barragem. Em novembro passado, Bento Rodrigues, local histórico e que já havia sido pauta de programas educativos e culturais na TV, foi destruído, levando casas, comércios, pequenos negócios e até vidas de moradores interioranos que construíam dia a dia a história de Minas Gerais.

Muitas famílias sobreviventes da tragédia de Mariana ainda vivem em abrigos, pois não tem para onde ir após terem suas casas e bens destruídos pela lama. A Samarco, bem como várias organizações e também voluntários tem colaborado com doações para ajudar as famílias a recomeçarem suas vidas.

Mal intencionados

Recentemente foi noticiado que um grupo de supostos voluntários de Mariana fugiram levando máquinas retroescavadeiras no valor de R$2 milhões, e que seriam usadas para limpar a cidade. Ainda não há informação oficial sobre o paradeiro dos meliantes que se passaram por pessoas que queriam ajudar.

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No final do ano passado também foi informado que criminosos estavam adentrando a região afetada no período noturno, quando não havia fiscalização, para saquear as casas que não foram tomadas pela enchente de lama. Bens de valor como televisores e eletrodomésticos foram furtados de várias residências. Também não houve informação oficial sobre a prisão dos criminosos.

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