Nesta quinta-feira (18), em Buenos Aires, o Governo brasileiro irá proporao governo argentino o livre comércio para o setor automotivo. Atualmente, o Brasil possui tratados comerciais automotivos com Argentina, além do México, mas não livre comércio.

A proposta acontecerá no encontro entre dois ministros: Armando Monteiro e Francisco Cabrera (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil e ministro da Produção argentino, respectivamente).

Há uma expectativa de recuperação do comércio brasileiro e argentino porque Maurício Macri, recém empossado presidente argentino, pretende abrir as portasdo país para multinacionais explorarem o quanto quiserem, sem barreiras protecionistas ou impostos altos e o mínimo de interferência do Estado argentino nos negócios.

Monteiro disse que os hermanos vendem muitos veículos para o Brasil e o livre comércio vai beneficiar ambos os países.

“Um acordo de livre-comércio foi assinado no ano passado entre Brasil e Uruguai, um mercado muito menos expressivo e com uma indústria local menos forte do que a Argentina”, afirmou.

Com o Uruguai, o maior país da América do Sul fechou esse acordo automotivo de livre comércio no final de 2015.

Ainda não se sabe quais exatamente serão os termos Brasil-Argentina para esse tipo de tratado.

O tratado Brasil e Uruguai, cujo acordo passou a valer em 1° de janeiro e que pode servir de modelo para o argentino, exige 100% de preferência tarifária entre as nações no caso de os produtos cumprirem um percentual de conteúdo regional em seus componentes.

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Para automóveis e autopeças brasileiras, o índice deve ser igual ou superior a 55% e, para os uruguaios, a 50%. Para itens que não cumprirem a regra do conteúdo regional, foi estabelecida uma cota de comércio: US$ 650 milhões para o Uruguai e US$ 325 milhões para o Brasil.

A expectativa do ministro brasileiro, entretanto, é fechar com cronograma ainda em março. “Não tenho dúvida nenhuma que dá para avançar e para viabilizar os ajustes necessários à oferta aos europeus no primeiro semestre”, disse Monteiro, adiantando que o próximo passo é conseguir fechar um novo negócio com o México, não um livre-comércio, mas aumentar entre 500 e 2 mil produtos de livre-comércio bilateral.

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