O Instituto Data Popular fez pesquisa para lá de polêmica sobre os participantes do Carnaval e também acerca do pensamento masculino sobre algumas atitudes femininas. Em uma dessas questões está o fato das mulheres participarem dos desfiles de ruas, ou ‘blocos’, no carnaval. De acordo com quase a metade dos homens entrevistados, (49%), mulheres que se dispõem a desfilar nesses blocos de carnaval não podem ser consideradas mulheres ‘direitas’.

Essa pesquisa foi feita como uma forma de contribuição para a Campanha Carnaval Sem Assédio elaborada pelo site Catraca Livre, que intencionou a questão da visão machista masculina impregnada na sociedade atual.

A mesma foi realizada em janeiro, nos dias 4 e 12, com 3,5 mil pessoas nascidas no Brasil que tenham idade superior ou igual a 16 anos em diversas cidades do país (146 municípios).

De acordo com Renato Meirelles, presidente do Instituto Data Popular, a questão do machismo que existe ainda em muitos homens do Brasil, está de certa forma ‘naturalizada’ e esse ‘comportamento’ põe na cabeça do homem que a mulher, de certa forma, é uma espécie de propriedade dele e, muitas vezes, além de sofrer com algumas atitudes ‘agressivas’, as pessoas do sexo feminino ainda têm que estarem ‘gratas’ pelo machismo e grosseria que muitos parceiros desenvolvem ao seu lado.

O resultado da pesquisa diz que os outros 61% dos homens acham que a mulher que se encontra solteira e decide ir se divertir pulando em algum bloco do carnaval não pode se manifestar contra as possíveis cantadas que alguns homens possam dar, e os outros 49% diz que carnaval não é lugar para mulher ‘direita’.

A pesquisa ainda mostra outro dado sobre o que os homens pensam acerca das mulheres que utilizam aplicativos para encontrar prováveis ‘parceiros’, segundo o resultado, 56% disseram que as mulheres que usam aplicativos para esse fim não têm intenção em começar um relacionamento sério.

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Curiosidades Carnaval

O presidente do Instituto ainda diz que qualquer tipo de investida feita por um homem a alguma mulher que seja agressivo e não tenha o consentimento dela, isso pode ser considerado assédio e a depender do caso, pode até dar cadeia. Ele revelou que a questão do assédio será também um dos temas de uma nova pesquisa que será realizada em breve no Brasil, pelo Instituto.

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