Lobinho era mais um cachorro abandonado nas ruas do litoral sul de São Paulo. O cão caminhava pela praia e era alimentado por comerciantes da orla e por surfista. Sempre dócil, o animal costumava ficar deitado na areia observando o movimento ou fazendo companhia para alguém.

Toda essa docilidade de Lobinho não foi o suficiente para evitar que tentassem ceifar sua vida de maneira cruel e desumana. Na noite do último sábado, 13, três homens amarraram o cachorro em uma árvore e um deles lhe deu uma facada no pescoço.

Nesse momento a advogada Natália Macedo Sanzovo passeava pela praia com o marido e a sobrinha quando presenciaram a violência gratuita contra o animal. Segundo Natália, ouve-se um grito do cachorro e nessa hora as pessoas correram atrás do agressor e começaram a agredi-lo. Outras pessoas que se aproximavam do local, nem sabiam o que tinha ocorrido, mas entraram na briga e começaram a espancar o esfaqueador de Lobinho.

Natália correu para tentar conter o sangramento no pescoço de Lobinho, que se agonizava e seu marido aproveitou para ligar para a polícia.

Segundo a advogada, em pouco tempo chegou uma viatura da Guarda Municipal de Santos e conteve a briga, evitando que o agressor fosse linchado pela população.

Por não conhecerem à cidade, uma vez que vivem na capital paulista e só estavam aproveitando o litoral para descansar, Natália e João Gilberto, seu marido, precisaram pedir informações para moradores para encontrar uma clínica veterinária, que foi indicada por um garoto.

O animal chegou em estado grave no Centro Pellegrini de Medicina Veterinária, onde a veterinária Giovanna Freire afirmou que ele corria sérios riscos de vir a óbito.

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Como perdeu muito sangue, o cão está com anemia e caso haja alguma complicação com as células brancas, o cão precisará de uma transfusão de sangue.

Embora o caso de Lobinho seja grave, o seu estado é considerado estável e se tudo der certo ele ganhará alta no domingo. Para evitar que o cão seja vítima de maus tratos novamente, o casal decidiu que assim que Lobinho tiver alta, será levado para São Paulo, onde viverá no apartamento do casal e com a companhia de uma cadela que já haviam adotado.

Em breve Lobinho poderá conhecer o parque do Ibirapuera e fazer parte da rotina de caminhadas que o casal costuma fazer com a cadela que já possuem.

Mesmo com uma situação tão cruel que Lobinho viveu, foi apenas dessa forma que alguém apareceu para lhe dar um lar e não apenas um afago e um pedaço de lanche.

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