Nesta quinta-feira pós-Carnaval, dia 11, a presidente da república, Dilma Rouseff (PT), reuniu-se de portas fechadas com seus ministros no Palácio do Planalto. Estavam presentes Jaques Wagner (Casa Civil), Nelson Barbosa (Fazenda) e Valdir Simão (Planejamento). Os três são membros da chamada junta orçamentária do governo federal, isto é, estão incumbidos de oferecer ajuda à economia nacional por meio de medidas estratégicas de austeridade.

No encontro, a presidente e seus ministros definiram pontos do bloqueio econômico que a União estabelecerá para manter as contas em dias.

As reuniões estão acontecendo em meio a definição dessa equipe a respeito do valor do bloqueio bilionário no orçamento de 2016. Segundo site de notícias da Globo, o G1, há expectativa de que o anúncio seja dado ainda nesta semana. O site informou ainda que acredita-se que o valor do bloqueio econômico gire em torno de 30 bilhões de reais.

Arrocho no orçamento

O ano de 2015 foi decisivo para o ajuste fiscal. Além do contingenciamento, o governo federal quer aprovar este ajuste neste ano, isto é, um pacote de medidas que vai diminuir os gastos públicos, ampliando a arrecadação. A ideia é de que assim as contas da União possam ficar mais equilibradas, após o abalo que sofreram com a crise econômica, que ainda está instalada no Brasil. Um desses resultados foi a diminuição do número de concursos públicos previstos para este ano.

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Política PT

As medidas de ajuste fiscal englobam também a recriação da CPMF, gerando uma receita superior a R$ 30 bilhões, desvinculação de receitas da União e aumento dos impostos sobre os ganho de capital, ou seja, o aumento de arrecadação do governo, alcançando R$ 900 mil no ano.

Para que Dilma possa respirar aliviadas, essas propostas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, passando por votação pela Câmara dos Deputados e Senado Federal em dois turnos.

Contudo, a CPFM já foi encarada com resistência pelos parlamentares.

As taxas sobre os ganhos de capital teve o valor em seu projeto de lei reduzido pela metade. Alguns deputados argumentam que Dilma está agindo sem pensar. Esta proposta segue para análise e votação do Senado Federal.

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