Se a energia eólica apresenta bons números, quando se olha para o desenvolvimento da energia solar, o panorama é bem mais modesto. O Ministério de Minas e Energia divulgou os dados de 2015 em que a energia produzida pelo Astro-Rei representa apenas 0,01% da matriz energética do país.

Mesmo com o avanço de 207% em relação a 2014, a capacidade de captação solar foi de pífios 15 megawatts. Um contrassenso, já que somos um “país tropical e abençoado por Deus” quanto ao recebimento dos raios solares.

Um dos principais motivos para levar as estatísticas para baixo é a falta de tecnologia nacional para produzir as placas fotovoltaicas, seus componentes e outros equipamentos necessários para ajudar na geração de energia solar.

Existem algumas iniciativas para reverter esse quadro desfavorável. O primeiro é um financiamento de R$ 26 milhões aprovado pelo BNDES para subsidiar um projeto 100% nacional para os componentes de placas fotovoltaicas.

Esse projeto é tocado pela empresa alagoana Pure Energy. Por sua vez, a empresa anunciou que utilizará a tecnologia baseada em silício cristalino por ser melhor aceito no mercado.

O segundo é o desenvolvimento de pesquisa efetuado no Núcleo de Tecnologia em Energia Solar da Faculdade de Física da PUC do Rio Grande do Sul: os pesquisadores objetivam a criação de placas solares mais eficientes e acessíveis que as oferecidas em outras partes do mundo.

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Esse projeto recebeu R$ 6 milhões em investimentos por meio de uma parceria estabelecida entre empresas. Algumas das patrocinadoras são a Eletrosul e a Petrobras. De acordo com os técnicos, os módulos seriam compostos por 36 células solares que teriam a capacidade de converter 15,4% de energia solar em eletricidade. A média “mundão afora” é de 14%. As placas consideradas “superpotentes” conseguem o aproveitamento máximo de 16%.

Outro objetivo que os pesquisadores querem atingir é estimular a cadeia produtiva com materiais oriundos do mercado nacional.

“Queremos diversificar a matriz elétrica e propiciar uma competição isonômica e o atendimento à garantia de suprimento”, diz o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Se o Nordeste tem tudo para se destacar na energia eólica, mais uma vez, ele sai na frente quando se refere à energia solar.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a previsão é de que a região produza só em energia ‘limpa’ mais de 27.000 megawatts até 2018. Perdendo apenas para a Região Norte, mas com uma arrancada bela e impressionante. Ajudada pelo tempo sempre bom e pelo impulso dos ventos.

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