Temendo o Desemprego de 3 mil pessoas na cidade de Mariana (a 115 km de Belo Horizonte), lideranças locais pediram ajuda aos deputados para que a taxa da Cfem (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais) continue sendo paga pela mineradora Samarco. A empresa, por sua vez, alega que não está operando e não pode continuar arcando com o pagamento do tributo. O prefeito de Mariana, Duarte Júnior, e vereadores, reuniram-se na semana passada com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, e outros parlamentares.

Pelos cálculos do prefeito Duarte Júnior, a cidade deixa de arrecadar, mensalmente, cerca de R$ 3 milhões. Ainda segundo o prefeito, do total arrecadado pelos cofres municipais, "89% da arrecadação da cidade vem da mineração, sendo 33% proveniente da Samarco. Para a cidade, é difícil essa mudança repentina”, disse.

Para o presidente da Câmara Municipal, Tenente Freitas, "são empregados diretamente 1.500 funcionários e indiretamente outros 1.500. Três mil pessoas ficariam desempregadas se isso acontecer” informou, acrescentando que o comércio e os prestadores de serviço já sofrem com a crise na queda da arrecadação.

Tanto o prefeito quanto o presidente da Câmara pediram a ajuda dos deputados mineiros no sentido de destinar emendas parlamentares à região.

O presidente do parlamento mineiro ressaltou que a ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais) criou a Comissão Extraordinária das Barragens, que tem acompanhado de perto os trabalhos em Mariana. Ele disse também que vai marcar uma audiência com a presidência da mineradora Samarco, além de sugerir que os deputados destinem emendas parlamentares à cidade.

NOVOS ALERTAS

Na quarta e quinta-feira da semana passada (27 e 28 de janeiro) pelo menos 1 milhão de metros cúbicos de lama se deslocaram na barragem de rejeitos da mina do Germano, de propriedade da mineradora Samarco, na região central de Minas Gerais.

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Vagas Natureza

A informação é dos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), durante inspeção no local. A maior preocupação é com o rompimento da mina Santarém, na mesma região onde houve o rompimento, no ano passado, e que está sendo considerado o maior desastre ambiental da história do Brasil.

Mas, tanto o Ibama quanto a mineradora garantiram a "estabilidade das estruturas" atribuindo a movimentação às chuvas que caíram na região durante todo o mês de janeiro.

O Ministério Público de Minas Gerais também manifestou sua preocupação: "Não podemos correr novos riscos de rompimentos”, afirmou o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais (Nucam), do MP mineiro. Ele determinou que a Samarco refaça os cálculos do índice de estabilidade. Este índice ainda está abaixo de 1,5, que é o parâmetro mínimo exigido pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

HISTÓRICO

No dia 5 de novembro, o rompimento de uma barragem da Samarco – controlada pela Vale e pela anglo-australiana BHP Billiton - destruiu o distrito de Bento Rodrigues e deixou mais de 600 pessoas desabrigadas.

A onda de lama que se formou com resíduos químicos chegou ao Rio Doce, provocando a morte de peixes e impedido o abastecimento de água em cidades dos estados Minas Gerais e Espírito Santo. Pelo menos 11 pessoas morreram.

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