João Gabbardo dos Reis, secretário de saúde do Rio Grande do Sul, anunciou neste sábado, 13, Dia Nacional de Mobilização contra o Mosquito Aedes Aegypti, que foi suspenso temporariamente o uso do larvicida Pyriproxyfen. O produto é usado em caixas d´água para consumo humano em locais onde não é possível evitar que ocorra o acúmulo de água.

Apontado em relato pelaAssociação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), o larvicida pode potencializar a má-formação cerebral. Desde o fim de 2014 oPyriproxyfen é utilizado pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde enviou resposta por nota afirmando usar apenas larvicidas que são recomendados pelaOrganização Mundial da Saúde para exterminar o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika. Destacou também, que oPyriproxyfen não é usado em outros locais onde há registrado casos de microcefalia.

Campanha contra o mosquito

Na capital do Estado também houve a movimentação no combate ao mosquito transmissor, que começou as 8h30 da manhã, acompanhada pelo Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori e do prefeito, José Fortunati.

Também esteve presente no movimento o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga. Agentes de saúde do Estado e cerca de 1.550 militares do Exército visitaram bairros e conversaram com moradores reforçando os cuidados, passando informações sobre como prevenir a contaminação.

A campanha tem como finalidade o compromisso dos moradores, contribuindo para a eliminação do transmissor. Foram distribuídos panfletos com alertas sobre criadourosmais propícios para a disseminação do mosquito. A população também foi orientada sobre os sintomas da doença: o Zika, que tem como transmissor oAedes aegypit, provoca manchas vermelhas na pele, vermelhidão nos olhos com ardência, febre baixa, dor de cabeça e dores nas articulações.

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Governo

Gestantesdevem procurar acompanhamento médico sobre qualquer variação em seu estado de saúde, especialmenteentre o primeiro e o quarto mês de gravidez.

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que foi comprovado em exames a relação entre a má-formação e o vírus Zika em41 dos 462 bebês que nasceram com microcefalia.

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